Desemprego entre refugiados palestinos aumentou na Cisjordânia
BR

13 dezembro 2011

Relatório da Unrwa indica que o índice cresceu  0,9% na comparação entre o primeiro semestre de 2010 e de 2011.

Daniela Kresch, da Rádio ONU em Tel Aviv.

De acordo com um novo relatório da Agência das Nações Unidas para Assistência a Refugiados Palestinos, Unrwa, o desemprego entre os refugiados aumentou na Cisjordânia, na primeira metade deste ano.

A taxa foi de 0,9%, apesar do aparente crescimento registrado na economia da região nos primeiros seis meses de 2011.

Novos Postos

O percentual significa que mais de 50 mil refugiados palestinos estavam desempregados no começo deste ano.

O desemprego total na Cisjordânia caiu 0,5% e ficou em 27,4%, mas o dos refugiados ficou cinco pontos percentuais mais alto.

A queda aconteceu porque o número de novos postos de trabalho na Cisjordânia não acompanhou o crescimento da população economicamente ativa. Mais de 25 mil novas posições foram abertas, mas não o suficiente para diminuir significativamente os índices de desemprego.

Fora isso, o número de empregos em ONGs ou agências da ONU caiu 26%: quase 15 mil postos de trabalho – em geral ocupados por refugiados – foram fechados.

Salário Mensal

Ainda segundo o relatório, o salário médio mensal caiu 3,4% para os refugiados na comparação com a primeira metade de 2010 e ficou em US$ 565 (equivalente a pouco mais de R$ 1 mil), 15% a menos do que a média dos outros trabalhadores palestinos.

O número de refugiados entre a população economicamente ativa palestina foi estimado em 450 mil pessoas no primeiro semestre de 2011.

Segundo Chris Gunness, porta-voz da Unrwa nos territórios palestinos, os números mostram que “os refugiados continuam a absover o que ele chamou de  ‘pancada principal’ das dificuldades econômicas vividas pela Cisjordânia”.

Para ele, isso significa que a necessidade de uma maior rede de serviços emergenciais para refugiados  “é maior do que nunca”.

 

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