Monusco pede revisão de irregularidades apontadas por observadores de eleições na RD Congo

13 dezembro 2011

Esta foi a segunda votação multipartidária que o país conhece desde a sua independência da Bélgica em 1960; segundo missão da ONU, o número de candidatos a assentos parlamentares foi o dobro das eleições de 2006.

[caption id="attachment_208793" align="alignleft" width="350" caption="Eleições na República Democrática do Congo"]

Susete Sampaio, da Rádio ONU em Lyon.

Observadores independentes das eleições presidenciais e parlamentares de 28 de novembro na República Democrática do Congo, RD Congo, apontaram irregularidades significantes no processo.

Perante a situação, a missão da ONU no terreno, Monusco, apelou nesta segunda-feira a que as autoridades eleitorais nacionais façam uma revisão atempada e rigorosa das questões levantadas pelos observadores independentes.

Verificação de votos

Em comunicado, a Monusco pediu à Comissão Eleitoral Nacional Independente que garanta a contagem, compilação e verificação dos votos para determinar os resultados das eleições, que devem ser transparentes, para a Assembleia Nacional . E que aquando das próximas eleições sejam tomadas as medidas adequadas.

Uma revisão pedida deverá ter a participação total de testemunhas e observadores, incluindo grupos de observadores estrangeiros, para dar conselhos técnicos.

A Monusco referiu também que a Missão de Observação Eleitoral Internacional do Centro Carter e outras missões de observação no terreno publicaram comunicados sobre a sua preocupação associada ao processo de gestão.

Eleitores

No total, estão registrados 32 milhões de eleitores no país.

Para o cargo de presidente candidataram-se 11 pessoas. Já na competição para assentos na Assembleia Nacional, apresentaram-se 18,864 candidatos, um número que é o dobro de 2006, de acordo com o chefe da Monusco, Roger Meece.

O escritório Conjunto dos Direitos Humanos da ONU, Unjhro, no terreno, tem verificado a relação eleições-violência e investigado relatos de que mais de 10 pessoas teriam sido abatidas pelas forças de seguranças e simpatizantes de partidos políticos.

O Unjhro obteve outros relatos de que muitas mais pessoas teriam sido feridas com munições reais, desde 26 de novembro, em Kinshasa, a capital do país.

Ao mesmo tempo, a missão da ONU no terreno reiterou o pedido que todos os partidos resolvam disputas eleitorais, de modo pacífico através de instituições nacionais como o Comité Nacional de Mediação, ou de modo transparente e completo através do recurso ao Tribunal Supremo de Justiça.

 

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