Unesco quer que bens culturais sejam protegidos em caso de conflitos armados
BR

12 dezembro 2011

Estados-membros se reúnem, na sede da agência em Paris, para aprovar alterações das diretrizes para a implementação do Segundo Protocolo da Convenção de Haia.

[caption id="attachment_208481" align="alignleft" width="350" caption="Sede da Unesco em Paris"]

Anelise Borges, da Rádio ONU em Paris.

Nesta segunda e terça-feiras, a Unesco abre as portas, da sua sede em Paris, para um encontro sobre a proteção de bens culturais em caso de conflitos armados. Esta é a 4 ª reunião dos Estados-membros para aprovar as orientações para a Implementação do Segundo Protocolo da Convenção de Haia.

Operações militares podem causar a destruição de bens culturais, o que representa uma perda não somente para o país de origem, mas também para o patrimônio cultural dos povos.

Operação Militar

Durante a Guerra do Iraque, por exemplo, em 2003, o conflito no Iraque, muitas obras de arte foram destruídas devido à operação militar, e depois em saques a museus e bibliotecas.

De acordo com a própria Unesco, várias relíquias teriam desparecido na Líbia por causa do estado de caos gerado pelos confrontos entre simpatizantes e opositores do ex-líder do país, Muammar Kadafi, que acabou sendo morto em outubro.

De acordo com agências de notícias, vários bens culturais foram retirados de instituições no Egito na época dos protestos por democracia, no início deste ano.

A proteção dos bens é prevista na Convenção da Haia de 1954. O tratado conta com um Protocolo relativo aos bens culturais em caso de conflito armado .

O Segundo Protocolo da Convenção de Haia de 1954 entrou em vigor em 2004.

 

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