ONU: Países em desenvolvimento como mais vulneráveis a ciberataques

12 dezembro 2011

Nações emergentes também fazem parte dos mais ameaçados na internet; segundo presidente do Ecosoc, sem solução para crime cibernético, não se verificam benefícios da era digital.

[caption id="attachment_208725" align="alignleft" width="350" caption="Países em desenvolvimentos correm maior risco "]

Susete Sampaio, da Rádio ONU em Lyon.

Os países em desenvolvimentos correm maior risco de serem alvo dos ciberataques. Essa foi a conclusão a que chegaram alguns especialistas, durante um fórum especial da ONU sobre a Segurança Cibernética e Desenvolvimento, realizado na sexta-feira em Nova Iorque.

No evento, foram discutidas formas de controlar o fenómeno a nível nacional e internacional.

Impactos

O impacto económico e consequências dos ciberataques sobre infraestruturas físicas, sistemas bancários, sistemas nacionais de saúde, bases de dado de governos, industrias e serviços pode ser considerável.

A afirmação é do presidente do Conselho Económico e Social, Ecosoc, Lazarous Kapambwe durante a abertura do evento.

Kapambwe frisou que o impacto é maior devido à omnipresença quotiana das tecnologias de informação e comunicação, e para tal devem ser aplicadas medidas adequadas de prevenção. Conflitos nacionais e outros problemas podem ser gerados por esses ataques, que ameaçam o processo de desenvolvimento segundo o presidente do Ecosoc.

Uma situação que é agravada pelo fato de os países em desenvolvimento carecerem de boa capacidade de vigilância e serem mais vulneráveis.

Telemóveis

De acordo com a União Internacional das Telecomunicações, UIT, foram registados seis mil milhões de inscrições de telemóveis em todo o mundo, e existem mais de 2,3 mil milhões de pessoas online, o que torna as tecnologias de informação e comunicação uma ferramenta poderosa para promover o desenvolvimento.

Segundo Kapambwe, as tecnologias são importantes para os países em desenvolvimento, nomeadamente para obter progressos na agenda do desenvolvimento, com a importância das atividades de transformação humana e a criação de novas oportunidades para crescimento económico.

Em África, os telemóveis são o modo de comunicação mais usado. E na Ásia a internet e os telemóveis beneficiaram a vida das pessoas de meios rurais, em especial os agricultores.

Era digital

No entanto, essa utilização expõe as pessoas a vários riscos, sendo que os benefícios da era digital não serão alcançados se não for combatido o crime cibernético.

Para a melhoria da segurança cibernética, Kapambwe apelou a uma colaboração conjunta de governos, setor privado e sociedade civil.

Entre os países mais atacados por internet, estão as economias emergentes ou seja os BRIC: o Brasil, a Rússia, a Índia e a China.

 

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