Pnuma: mais parcerias para reduzir emissões de C02 e fazer transição para economia verde

9 dezembro 2011

Novas parcerias decorrentes da ação contra mudança climática aceleram as estratégias de sustentabilidade; agência da ONU aponta África do Sul como um dos países onde replantação de árvores pode ajudar a reduzir emissões de C02.

[caption id="attachment_198678" align="alignleft" width="350" caption="Metas de redução da poluição"]

Susete Sampaio, da Rádio ONU em Lyon.

Neste momento, vários países em desenvolvimento estabelecem parcerias com os governos de nações desenvolvidas e com o setor público para reduzir as emissões de dióxido de carbono das florestas e fazer uma transição rápida para a economia verde, caracterizada por baixo nível de carbono e recursos eficientes.

Uma informação avançada em comunicado pelo Programa da ONU para o Meio Ambiente, Pnuma.

São esses os benefícios que fazem parte de uma iniciativa de colaboração da ONU sobre a Redução de Emissões com a Desflorestação e a Degradação de Florestas, lançada em 2008. Benefícios que foram referidos durante um evento paralelo, desta quinta-feira, da Conferência de Pares da ONU sobre Mudança Climática, em Durban, na África do Sul.

Parcerias

Durante a sessão foram referidos, por exemplo, os planos da Indonésia de uso de um valor de US$1 mil milhão de fundos fornecidos pela Noruega.

De acordo com o sub-secretário-geral da ONU e diretor executivo do Pnuma, Achim Steiner, do mesmo modo que a Economia Verde promove um crescimento económico sustentável com recursos eficientes e redução de CO2, a estratégia Redd+ também mostra a necessidade de existir equilíbrio entre o crescimento de rendimentos, empregos e igualdade social.

Rio+20

Achim Steiner apontou que falta pouco mais de seis meses para a Conferência da ONU sobre Desenvolvimento sustentável, RIO+20.

Steiner disse que países como a Indonésia, o Brasil ou a República Democrática do Congo já reconheceram que os investimentos da Iniciativa Redd+ da ONU oferecem várias oportunidades para acelerar o desenvolvimento ecológico do século.

Oportunidades que diz que passam pela otimização e melhoria de serviços do ecossistema, por controlo da mudança climática, melhoria da segurança da água ou promoção de postos de trabalho que respeitem o ambiente. Para tal, o diretor-executivo garante ser necessário mobilizar mais parcerias como essa da Noruega e Indonésia, ou reparar que os fundos do setor privado devem usar o potencial das florestas na transição para uma economia verde.

O Pnuma referiu por exemplo o caso da África do Sul, que não possui florestas tropicais grandes, mas sim grandes zonas de terras degradadas, por causa da exploração mineira. Com uma replantação de arbustos, as emissões de carbono seriam captadas, ao mesmo tempo que se verificaria uma melhoria no abastecimento de água, da fertilidade do solo, dos meios de subsistência e do emprego.

 

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