Relator diz que financiamento para clima não deve se transformar em dívida
BR

8 dezembro 2011

Em comunicado, Cephas Lumina alertou sobre concessão de empréstimos para países pobres construírem bases de ume economia verde; segundo ele, muitos beneficiados já tiveram suas dívidas externas perdoadas.

[caption id="attachment_208630" align="alignleft" width="350" caption="Para relator, tema é "responsabilidade moral""]

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.*

Um relator das Nações Unidas pediu aos participantes da Conferência sobre Mudança Climática, na África do Sul, que não transformem “financimento para o clima em dívidas para países pobres”.

Em comunicado, Cephas Lumina, relator independente sobre Dívida Externa e Direitos Humanos, disse que as verbas propostas como parte do “Fundo Clima Verde” não podem agravar o fardo de países receptores de ajuda externa.

Processo de Decisão

O relator pediu ainda uma abordagem voltada para os países que inclua comunidades, agricultores, homens e mulheres além de grupos marginalizados no processo de decisão.

Segundo ele, o financiamento para o clima não dever ser feito em forma de empréstimo, mas sim de doação ou concessão de recursos.

Lumina lembrou que muitos países, que estão recebendo ajuda para fazer a transição para economias verdes, já tiveram suas dívidas externas perdoadas.

O relator da ONU também afirmou que as decisões de financiamento não podem ser influenciadas pelo Banco Mundial e pelo Fundo Monetário Internacional, FMI.

Cephas Lumina disse que o financiamento do clima não é uma questão de caridade e deveria ser visto como uma obrigação legal dentro da Convenção do Quadro sobre Mudança Climática.  Para o relator, o tema é, sobretudo, uma responsabilidade moral.

*Apresentação: Leda Letra.

 

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