Unicef: profissionais comunitários ajudam na luta contra malária em Angola

8 dezembro 2011

Trabalhadores na área de saúde contribuem para o combate à doença que é a primeira causa de mortes infantis no país africano; são 4 milhões de casos por ano.

[caption id="attachment_208613" align="alignleft" width="350" caption="Malária: principal causa de mortes infantis no país"]

Susete Sampaio, da Rádio ONU em Lyon.

Em Angola, 52 por cento das baixas por malária correspondem a crianças menores de cinco anos. Uma doença que é a principal causa de mortes infantis no país.

De acordo com uma história publicada em Novembro pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, os trabalhadores comunitários da área de saúde ajudam na luta contra essa doença.

Mortalidade infantil

O Fundo registou casos na província de Luanda, onde crianças receberam paracetamol para curar a febre, mas semanas mais tarde, o diagnóstico mostrou que tinham malária.

Segundo a perita em malária e especialista de Saúde Infantil do Fundo em Angola, Nkanga Guimarães, o paracetamol apenas cura a febre, mas o parasita da malária (plasmodium) continua a multiplicar os corpos, a destruir células sanguíneas e a causar anemia.

Trabalhadores comunitários

Por outro lado, Angola regista cerca de 4 milhões de casos anuais de doentes com malária, apesar dos progressos na matéria.

Obter um tratamento rápido é complicado por falta de conhecimentos básicos, em particular nas comunidades rurais e suburbanas como é o caso de Cacuaco.

O Unicef conta o caso de uma senhora que não sabia que as filhas tinham contraído a malária por picada de mosquito.

Por isso comprou inseticida mas nunca pensou em arranjar mosquiteiros.

Uma situação como tantas outras no terreno, que o fundo da ONU tem combatido através da formação e uso de profissionais de saúde da comunidade pelo governo angolano. Cada trabalhador atua na linha de frente do programa local, é responsável por cem famílias da comunidade onde reside. Entre as suas tarefas estão a educação das pessoas para a prevenção de doenças comuns, o reforço das competências de saúde familiar e a sensibilização para o uso de serviços médicos.

Prevenção e Tratamento

O fundo sublinha que é necessário continuar a fornecer mosquiteiros, campanhas sobre como os usar e sobre a necessidade de tratamento rápido.

As infraestruturas de saúde angolanas precisam de ser reforçadas depois de 27 anos de Guerra civil no país.

 

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