Crises políticas e econômicas ameaçam milhões de refugiados, diz ONU
BR

7 dezembro 2011

Na maior conferência realizada sobre o tema, alto comissário António Guterres afirma que “muitos se aproveitam para explorar sentimentos de medo e usam estrangeiros como bode expiatório”.

[caption id="attachment_208595" align="alignleft" width="350" caption="António Guterres "]

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, está realizando uma conferência para discutir como melhor proteger dezenas de milhões de refugiados e apátridas no mundo.

O encontro, considerado a maior conferência já realizada sobre o tema, reúne delegações dos países-membros da ONU e representantes da sociedade civil.

Conflitos e Violência

Segundo o Acnur, o mundo tem cerca de 12 milhões de pessoas sem Estado,  os chamados apátridas. Já o número de refugiados, solicitantes de asilo e pessoas que fogem de suas casas por causa de conflitos e violência ultrapassa os 43 milhões.

Ao abrir o encontro, nesta quarta-feira, o alto comissário para Refugiados, António Guterres, disse que as crises econômicas e políticas estão ameaçando milhões de refugiados.

Guterres também criticou o que chamou de “políticos populistas e irresponsáveis” que fazem dos estrangeiros bodes expiatórios em momentos de crise. Segundo ele, muitos se aproveitam desses momentos para promover a xenofobia e o racismo.

A reunião em Genebra marca os 60 anos do Acnur, criado para atender os deslocados pela Segunda Guerra Mundial, na Europa. A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, também discursou na conferência.  A delegação brasileira está sendo chefiada pelo presidente do Comitê Nacional para Refugiados, Conare, Luiz Paulo Barreto.

O encontro termina nesta quinta-feira.

 

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