Acnur: travessia de Mediterrâneo para chegar à Europa causa quatro mortos

6 dezembro 2011

Porta-voz da agência sugere que, tendo em conta que aquele trajeto marítimo é perigoso durante o inverno, os emigrantes e refugiados estarão a usar Líbia como ponte de passagem para a Europa.

Susete Sampaio, da Rádio ONU em Lyon.

Nesta terça-feira, a Marinha Real Marroquina resgatou das águas territoriais uma embarcação que levava mais de 60 pessoas a bordo. A informação foi avançada por Melissa Fleming, porta-voz do Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur.

Dos 53 passageiros encontrados com vida, havia crianças com idades inferiores a 10 anos e mulheres grávidas.

Registaram-se quatro mortos, entre os quais duas congolesas, mãe e filha, que o Acnur identificou na morgue por serem refugiadas.

Outros casos

Já na segunda-feira, a guarda costeira italiana tinha resgatado dois barcos à vela que zarparam da Grécia há uma semana. Ao todo, viajavam a bordo cerca de 80 pessoas de diferentes nacionalidades, na sua maioria afegãos. Os feridos foram encontrados desidratados, sem comida nem água.

Na noite passada, um barco que tinha deixado a costa líbia no fim-de-semana, foi resgatado pelas Forças Armadas Maltesas. Transportava 44 pessoas, que se acredita serem, na sua maioria, somalis.

A guarda costeira líbia informou também que foram resgatadas, recentemente, cerca de 400 pessoas que se encontravam em embarcações na costa do país.

Depois destes dados e de reconhecer a travessia do Mar Mediterrâneo como perigosa durante o inverno, Melissa Fleming sugeriu que os emigrantes e refugiados devem estar a tentar usar mais uma vez a Líbia como rota de trânsito com destino à Europa.

 

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