Agências da ONU atendem 22 milhões de pessoas com investimento da UE

2 dezembro 2011

Programas recebem ajuda dos fundos angariados pelo mecanismo europeu para alimentação; segundo FAO, deve manter-se a dinâmica que mostrou que agricultura é a via para a redução da fome e pobreza mundiais.

[caption id="attachment_207850" align="alignleft" width="350" caption="Redução da fome e pobreza "]

Susete Sampaio, da Rádio ONU em Lyon.

As agências alimentares da ONU agradeceram o impacto do mecanismo de alimentação da União Europeia, UE, sobre a segurança alimentar mundial.

Em apenas dois anos, 22 milhões de pessoas afetadas pela crise da inflação dos preços alimentares receberam ajuda por parte das três agências da ONU.

Em conjunto, a Organização da ONU para Agricultura e Alimentação, FAO, o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola, Fida, e o Programa Mundial de Alimentação, PMA, canalizaram os fundos recebidos pelo mecanismo da União Europeia para a Alimentação, Euff.

Segurança alimentar

Os fundos permitiram provar que investir na agricultura e na nutrição melhora a segurança alimentar mundial, como garantiram nesta sexta-feira em comunicado as três agências.

Milhões de pessoas foram arrastadas para a pobreza e a fome, por causa dos preços elevados dos alimentos em 2008 e 2009 e por causa da recessão económico-financeira mundial.

Com a colaboração da Força de Tarefas de Alto Nível da ONU para a Crise de Insegurança Alimentar Mundial, o Mecanismo europeu reuniu cerca de 360 milhões de euros por intermédio das três agências.

Um valor que permitiu preencher a lacuna entre as necessidades de emergência de curto prazo e o desenvolvimento a longo prazo da produção e produtividade agrícolas nos países mais afetados pela crise.

Investimento

Com 232 milhões de euros, a FAO conseguiu desempenhar 31 operações em 28 países, e assistir 15 milhões de pessoas nas áreas rurais africanas, asiáticas e da América Latina.

De acordo com o comunicado da FAO, espera-se que os preços permaneçam elevados e voláteis nos próximos anos.

Por isso, a agência nota que é essencial manter a dinâmica criada pelo mecanismo da UE na produção da agricultura como a via mais eficaz de redução da fome e pobreza mundiais.

 

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