FMI: técnicos falam de perspetivas e riscos da economia cabo-verdiana

2 dezembro 2011

Missão da organização em visita ao país conclui sobre o estado atual da economia e o desempenho nacional; há expansão, mas também há riscos exteriores com os problemas económico-financeiros europeus.

[caption id="attachment_196856" align="alignleft" width="350" caption="Economia se expande a ritmo moderado"]

Susete Sampaio, da Rádio ONU em Lyon.

O balanço de uma missão do Fundo Monetário Internacional, FMI, que visitou Cabo Verde, aponta um panorama económico favorável, mas com risco de ser afetado pelos ventos de crise económico-financeira na Europa.

Entre 15 e 29 de novembro, uma equipa do fundo, liderada por Janet Stotsky, organizou debates sobre a segunda e também última revisão do Instrumento de Apoio de Políticas, que fora aprovado pelo Conselho de Administração da organização em novembro de 2010 e que deverá ser analisada em Janeiro de 2012.

Missão

Como balanço da missão, a enviada do FMI disse em nota publicada nesta quarta-feira, que “a economia de Cabo verde se expande a um ritmo moderado, alicerçada num setor turístico resistente e na implementação do programa de infraestruturas públicas.” No entanto, Stotski alertou que “os riscos das perspetivas têm aumentado devido aos tumultos permanentes económico-financeiros na Europa”.

Neste ano, a inflação foi acelerada em resposta ao aumento dos preços do combustível e dos alimentos, embora na sua essência continue moderada.

Base monetária

O orçamento em execução respeita o programa de acréscimo das infraestruturas públicas, através de empréstimos estrangeiros. A taxa de câmbio permanece como a base monetária adequada.

Mesmo que os rácios de serviço da dívida pública permaneçam moderados, a missão recomenda que as autoridades cabo-verdianas assumam um quadro fiscal e monetário de médio prazo para a redução da dívida externa, em relação ao PIB, de menos 50% e uma garantia de reserva.

A missão “felicitou o compromisso das autoridades para fazer regredir o défice público e limitar o crédito até 2012 para evitar choques externos”.

As autoridades vão ter de responder de modo flexível e atempado aos desenvolvimentos económicos e financeiros, segundo a missão do FMI.

De acordo com o órgão, as autoridades cabo-verdianas continuam a fazer progressos nas áreas de base para o crescimento económico e a competitividade, através de reformas estruturais que permitam melhorar o sistema fiscal, a gestão financeira pública e transparência, e a implementação da política monetária.

 

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