No Dia Mundial de Combate à Sida, ONU pede mais investimentos

1 dezembro 2011

Organização destaca avanços na queda de novas infeções, e diz que ganhos têm de ser mantidos.

[caption id="attachment_208316" align="alignleft" width="350" caption="Dia Mundial de Combate à Sida"]

Susete Sampaio, da Rádio ONU em Lyon.

Nesta quinta-feira, dia 1 de dezembro, assinala-se o dia Mundial de Combate à Sida. Este ano, foi lançado um relatório que mostra que o progresso mundial da resposta à infeção do VIH não tem comparação, mas é essencial continuar a investir na questão.

O relatório de 2011 com o título “Resposta Mundial ao VIH/Sida” foi produzido pela Organização Mundial da Saúde, OMS, pelo Programa Conjunto sobre VIH/Sida, Onusida e pelo Fundo da ONU para a Infância, Unicef. E apresenta as características epidemiológicas e taxas de progresso de acesso a serviços contra a infeção a nível mundial, regional e nacional.

Lusofonia

De acordo com o relatório, Angola e Moçambique estão no grupo de 22 países prioritários na eliminação da transmissão materno-infantil do vírus. Os valores para mulheres que fizeram o teste do vírus nesses 22 países são de 32 por cento para Angola e 87 por cento em Moçambique. Em Angola, 3 125 mães seropositivas receberam tratamento antirretroviral para prevenir transmissão, e em Moçambique esse valor foi de 52 222 mães.

Entre 2008 e 2009, 41% dos seropositivos de São Tomé e Príncipe nunca receberam teste de rastreamento. E em 2009, 169 pessoa tinham recebido tratamento.

Em 2009, foi dado tratamento antirretroviral a 611 cabo verdianos e a 2764 guineenses.

A percentagem de crianças que têm sida e recebem tratamento é de 19% em Moçambique e 10% em Angola.

As percentagens de trabalhadores do sexo que receberam tratamento foram de 18% em 2009 para o Brasil; 35 % em 2008 para Angola e 66% em Timor-Leste no mesmo ano.

Em Portugal, o número de diagnosticados com novas infeções diminuiu 20%. Até 2009 recebiam tratamento 18 107 portugueses.

O Brasil que é o país com maior densidade populacional da América Latina,  acumula cerca de um terço da população seropositiva total da América central e do sul. A prevalência nos adultos não atingiu 1 por cento no Brasil. No entanto, a resposta coordenada, a proteção de direitos humanos, o foco na prevenção têm ajudado o país nessa questão.

Progressos

Os progressos alcançados tanto na prevenção como no tratamento da infeção, salientam os benefícios de um investimento contínuo na luta contra a sida a longo prazo.

Segundo o estudo, o aumento do acesso a serviços contra a infeção, permitiu uma redução de 15% das novas infeções na década passada, assim como uma redução de 22 por cento das mortes relacionadas com a doença nos últimos cinco anos.

No entanto, no comunicado desta quinta-feira da OMS é afirmado que “numa época de crise como a atual será essencial aplicar rapidamente as descobertas científicas e as novas tecnologias para melhorar a eficácia e a eficiência dos programas existentes, em todos os países, contra a infeção.

 

♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News
♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android
♦ Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud