Situação de crianças-soldado inconstante na Somália e na República Centro-Africana

30 novembro 2011

Depois de anúncio feito na quarta-feira passada de compromisso na área, pelos dirigentes dos dois países, a representante especial da ONU diz que condições no terreno são instáveis.

[caption id="attachment_208245" align="alignleft" width="350" caption="Radhika Coomaraswamy"]

Susete Sampaio, da Rádio ONU em Lyon.

Apesar dos novos compromissos assumidos pelo governo de transição da Somália, e pela República Centro-africana, para acabar com o uso de criança-soldado, a situação no terreno permanece instável.

Essa foi a afirmação feita nesta segunda-feira pela Representante Especial da ONU para Crianças e Conflito Armado, Radhika Coomaraswamy.

Somália

A Somália é um dos dois países em todo mundo que ainda não ratificaram a Convenção dos Direitos da Criança.

Além de um compromisso de ratificação dessa Convenção, o Governo de Transição Federal terá concordado em destacar pontos focais do Exército e do Governo para desenvolver planos sobre a questão das crianças-soldado, de acordo com Coomaraswamy.

Coomaraswamy contou aos jornalistas que visitou um campo na baixa de Mogadíscio, a capital somali, onde estavam detidos membros da milícia Al-Shabaab e 37 antigas crianças-soldado.

As condições do local deixaram a representante impressionada e fizeram-na dizer que era prioridade do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, retirar as crianças daqueles campos e fornecer-lhes ajuda e programas especiais.

República Centro-Africana

Na semana passada, Coomaraswamy assinou um plano de ação e garantiu os compromissos de dois grupos rebeldes da República Centro-Africana para terminar com o recrutamento e uso de crianças até ao fim do ano.

Os grupos eram a Convenção de Patriotas para a Justiça e a Paz e a União de Forças Democráticas para a Reunião.

Ao todo, dos cinco partidos que recrutam crianças para o exército neste país, apenas três já se comprometeram a terminar com isso.

No entanto, a representante diz que ainda há muito para fazer porque as crianças continuam a ser recrutadas de diferentes maneiras nos dois países.

 

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