Aiea: energia nuclear pode ajudar a reduzir emissões de gases nocivos

29 novembro 2011

Relatório da agência sobre o tema será apresentado em conferência mundial sobre mudança climática na Africa do Sul.

[caption id="attachment_208146" align="alignleft" width="350" caption="Planta nuclear. Foto: Aiea"]

Susete Sampaio, da Rádio ONU em Lyon.

A energia  nuclear pode contribuir para avanços na agenda da mudança

climática global, segundo a Agência Internacional de Energia Atómica, Aiea.

Essa afirmação vai ser apresentada através do relatório da Aiea, “Mudança Climática e Potencial Nuclear 2011”, durante a Conferência sobre Mudança Climática em Durban na África do Sul, a COP 17.

Mudança climática

O documento é uma revisão do relatório de 2009 e resume o papel potencial da energia nuclear para atenuar a mudança climática. Segundo a Aiea, essa energia contribui para outros desafios ambientais e do desenvolvimento.

Os custos, a segurança, a gestão de resíduos e a não-proliferação são outros dos pontos abordados no estudo. De acordo com o chefe da secção de Planeamento e Estudos Económicos do departamento de Energia Nuclear da agência, Hans-Holger Rogner, ainda se nota alguma incompreensão quanto à visão da Aiea sobre os benefícios prestados pela energia nuclear para com a questão climática.

O relatório atual refere os benefícios e da competitividade da energia nuclear, sobretudo como esta pode enfrentar o duplo desafio de mudança climática e de procura energética.

Fukushima

Realizado depois do acidente de Fukushima, o relatório “inclui as consequências dos efeitos do acidente ocorrido no Japão para a energia nuclear”, segundo Rogner.

Um impacto que provocou a mudança de projeções da Aiea, sendo que os

números de 2011 são 7 a 8% inferiores aos do ano passado.

No entanto, e segundo a agência o uso da energia nuclear tem sido contestado por alguns países, mas não se verificou recuo nos programas nucleares da maioria dos Estados-membros.

Rogner frisou ainda que o interesse na energia nuclear não mudou, assim como “a preocupação com a procura crescente de energia, as pressões ambientais, a volatilidade dos preços de combustíveis fosseis e a segurança energética”.

"As expetativas apontam para que, mesmo com uma mudança maior nas projeções e no prazo de espera da energia, não haja uma redução significativa da produção”, acrescentou.

 

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