Ban Ki-moon pede eleições pacíficas e seguras na RD Congo

28 novembro 2011

Congoleses vão nesta segunda-feira às urnas para eleger o próximo líder do Estado; um dos candidatos está desaparecido e é inculpado de crimes de violência sexual em massa.

[caption id="attachment_206378" align="alignleft" width="350" caption="Ban Ki-moon"]

Susete Sampaio, da Rádio ONU em Lyon.

O Secretário-Geral da ONU pediu aos políticos e eleitores da República Democrática do Congo, RD Congo, uma garantia de paz e de harmonia para as eleições presidenciais e parlamentares desta segunda-feira.

Eleições essas que, de acordo com comunicado de domingo de Ban Ki-moon, são “cruciais “para o progresso do país no sentido da estabilização e desenvolvimento”.

Eleições

O Secretário-Geral mostrou-se esperançoso de que os observadores nacionais e internacionais, em conjunto com os testemunhos de partidos políticos marquem presença nas assembleias de voto e ao longo do processo eleitoral.

Depois de sublinhar o apoio da ONU no processo eleitoral, por meio da missão no terreno, a Monusco, Ban pediu que os políticos e eleitores “ajam em conformidade com as disposições pertinentes da Constituição e da lei eleitoral”.

Uma ação que diz ser necessária “para promover o debate democrático, respeitar os resultados dos votos e resolver quaisquer controvérsias que possam surgir através da mediação e meios legais”.

Ban elogiou os atores no acompanhamento da organização do processo eleitoral. São eles a Comissão Eleitoral Independente nacional, pelo seu “trabalho notável na Organizacao das eleições em tempo útil”, a Monusco e o Programa da ONU para o Desenvolvimento, Pnud.

Candidato foragido

Um dos candidatos a assento parlamentar nestas eleições é o comandante da milícia Ntabo Ntaberi Sheka, que foi acusado no ano passado de violações em série no leste da RD Congo e cujo paradeiro é desconhecido.

Candidatura essa que a Representante Especial da ONU para Violência Sexual no Conflito, Margot Wallström, considera como “completamente inaceitável” e que representa “um insulto grave”.

Sheka está por detrás da violação de pelo menos 387 civis, levada a cabo durante quatro dias, no verão de 2010, por dois grupos armados – o Mai Mai Sheka e as Forças Democráticas para a Libertação do Ruanda, Fdlr.

Uma situação que faz Wallström apelar às agências congolesas de execução da lei que cumpram o mandado de captura e façam Sheka apresentar-se em justiça.

“Os acontecimentos terríveis do verão de 2010 criaram grandes tumultos. A impunidade não é uma opção”, acrescentou.

 

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