Aiea busca reforço da infraestrutura de regulação nuclear

28 novembro 2011

Forum da agência, desde que foi criado há um ano, já implementou programa-piloto na Jordânia e prevê canalizar a experiência adquirida para fazer o mesmo no Vietname e na Polónia.

[caption id="attachment_208114" align="alignleft" width="350" caption="Reator nuclear em Fukushima, no Japão"]

Susete Sampaio, da Rádio ONU em Lyon.

A criação de órgãos nacionais de regulação nuclear que sejam eficazes, independentes e com recursos é um aspeto importante do desenvolvimento e sustentabilidade de um programa de potência nuclear seguro.

Essa é a afirmação presente no comunicado, emitido na sexta-feira, pela Agência Internacional de Energia Atómica, Aiea, e que traduz o consenso dos membros do Fórum de Cooperação Regulatório, RCF, durante o encontro de setembro em Viena.

Fórum

Durante a reunião, o presidente atual do Fórum e regulador sénior do Reino Unido, Mike Weightman, referiu os objetivos do Fórum e das realizações desde que foi criado em 2010, assim como os objetivos e desafios futuros das estruturas de regulação nuclear.

O Fórum, composto pelos reguladores séniores de 19 Estados-membros da Aiea e duas organizações internacionais, visa a partilha de conhecimento e experiência de regulação de forma mais eficaz e eficiente para melhorar a segurança nuclear no mundo.

Programas nucleares

Durante a reunião, tratou-se da importância de uma abordagem bem coordenada para ajudar os países interessados no lançamento de programas de energia nuclear.

Algo que “leva tempo, esforços e bastante determinação e recursos para criar uma estrutura de regulação nuclear completamente funcional”, segundo Weightman.

O diretor do Fórum sublinhou que a assistência dos especialistas que já conhecem órgãos reguladores avançados é importante para os países que assumem programas nucleares pela primeira vez.

É por exemplo o caso da identificação e implementação de um programa-piloto na Jordânia para ajudar o país a instalar uma estrutura de regulamentação nuclear eficiente. Uma experiência que pode ser benéfica par aos próximos projetos a implementar, no Vietname e na Polónia.

O acidente de Fukushima, no Japão, trouxe a prioridade da criação de estruturas reguladoras eficazes e aumentou a importância do papel de coordenação.

Weightman frisou ainda que o Fórum “deve ajudar as nações emergentes que queiram usar a energia nuclear para fins pacíficos, a desenvolver órgãos reguladores eficientes”.

 

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