Somália promete acabar com recrutamento de crianças-soldados

25 novembro 2011

Líderes acenam com fim de exploração de trabalho infantil no Exército; representante da ONU quer que menores comecem a transição para vida civil.

[caption id="attachment_198293" align="alignleft" width="350" caption="Radhika Coomaraswamy"]

Susete Sampaio, da Rádio ONU em Lyon.

Os líderes somalis comprometem-se a colocar em marcha um plano para terminar com o recrutamento e utilização de crianças nas Forças Armadas.

A notícia foi dada, nesta quarta-feira, pela representante especial da ONU para crianças e conflitos armados, Radhika Coomaraswamy, durante visita a Mogadíscio, a capital somali.

Lista da vergonha

O plano prometido vai permitir “retirar o governo somali da lista da vergonha dos que cometem abusos graves contra as crianças”, segundo Coomaraswamy.

Tanto o presidente Sharik Sheik Ahmed, como o primeiro-ministro Abduli Mohammed Ali e o ministro da defesa Hussein Arab Essa, comprometeram-se em nome do governo federal de transição a assinar e a pôr em marcha um plano que termine com essa situação atual.

Um compromisso que inclui uma promessa de nomeação imediata de pontos focais militares e civis no governo para trabalhar com as Nações Unidas.

Ex-soldados

A representante especial visitou um campo onde vivem 37 crianças, antigos soldados do Exército. Crianças que ela apresentou como “vítimas”, que “devem ser dirigidas rapidamente aos atores da sociedade civil e ser separadas logo que possível dos antigos combatentes adultos da milícia Al Shebaab, de modo a fazerem a transição para a vida civil”.

A ONU tem apoiado os programas de reabilitação de crianças-soldados através do ensino, com a aprendizagem de uma profissão e através da reunião familiar.

O Conselho de Segurança da ONU alargou o critério das ofensas que dão direito a sanções na Somália para incluir também as violações graves contra menores. “Agora que Mogadíscio é mais segura depois da retirada dos Al Shebaab, a responsabilidade cabe à comunidade internacional de ajudar nos esforços do governo para a estabilidade”, concluiu a representante especial.

 

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