Entrevista: Paulo Portas

23 novembro 2011

Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal conversou com a Rádio ONU sobre a presidência portuguesa no Conselho de Segurança, a internacionalização do idioma e sua estratégia de “diplomacia econômica”, que pretende ajudar Portugal a sair da crise econômica, que afetou a zona do euro.

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Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O novo ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Portas, está em Nova York para uma série de encontros no Conselho de Segurança.

Neste mês de novembro, Portugal está presidindo o órgão, que tem tratado de vários assuntos desde o pedido de pertença da Autoridade Palestina - como país-membro da ONU - ao programa nuclear do Irã, entre outros temas.

Diplomacia Econômica

E em mês de presidência portuguesa, “nunca se ouviu tanto português no Conselho de Segurança”, como bem observou o ministro Portas: “Era muito importante que no Sistema das Nações Unidas se fosse ganhando consciência do português como língua internacional e da valorização institucional que esta língua vai ter que, um dia, ter e obter”, afirmou com convicção.

Portas é claro quando fala, e explica sua visão política com lucidez e tranquilidade. Neste mesmo tom, ele contou à Rádio ONU os passos que pretende dar à frente do Ministério dos Negócios Estrangeiros para mover o aparato diplomático, ajudando a combater a crise que afetou Portugal e outros países da zona do euro.

Desde que assumiu o posto, em junho, o ministro está introduzindo uma reforma baseada no conceito de “diplomacia econômica”.

Brasil e Empresas

“Vamos pegar em cada Embaixada portuguesa, em cada Consulado, sob a autoridade do embaixador, iremos juntar a rede comercial, a rede turística e a rede diplomática. Por que três esforços a dividir por três, em vez de serem três esforços a multiplicar por três? As Embaixadas têm que saber promover as marcas portuguesas, os produtos portugueses, as empresas portuguesas.”

E neste contexto, ele também avisa como será a parceria com o Brasil nos próximos anos.

“Quando eu digo que eu vou lutar para que as empresas portuguesas sejam bem recebidas no Brasil, para que os nossos produtos sejam bem colocados no Brasil, para que o mercado brasileiro seja atrativo para internacionalizar a economia portuguesa, também digo ao mesmo tempo: estou aberto para o investimento brasileiro em Portugal.”

Acompanhe a entrevista à Mônica Villela Grayley.

Tempo: 10' 44''

Ouça também a íntegra do discurso do Ministro Paulo Portas ao Conselho de Segurança, nesta quarta-feira.

 

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