Juventude árabe é o motor do desenvolvimento e democracia na região

22 novembro 2011

Contexto atual dos países de Médio Oriente e Norte de África tem os jovens no seu cerne; estudo indica que jovens devem ser centro de agenda pública dos países, como agentes do futuro.

[caption id="attachment_207865" align="alignleft" width="350" caption="Jovens representam um quinto da população "]

Susete Sampaio, da Rádio ONU em Lyon.

As desigualdades e constrangimentos enfrentados por jovens árabes nos últimos anos, contribuíram bastante para as revoltas que continuam a afetar o Medio Oriente e o Norte de África.

Esta é a conclusão a que se chegou com o relatório corealizado pelo Instituto Issam Fares e a Universidade Americana de Beirute, e apoiado pelo Fundo da ONU para a Infância, Unicef.

Geração em Movimento

O relatório ‘’Uma Geração em Movimento: Perceções das condições, aspirações e ativismo da juventude árabe’’, é resultado da parceria de dois anos que já permitiu a cerca de 50 académicos da região e do exterior uma melhor compreensão das condições e visões na região de Medio Oriente e Norte de África.

Com este relatório, o Diretor do Instituto Issam Fares, Rami G. Khouri diz que os jovens “encetaram e coordenaram uma das transformações históricas mais importantes de sempre na história moderna”.. E por isso, Khouri espera que este relatório clarifique a razão de isso “ter acontecido e porque é que as sociedades devem continuar a focar as queixas de jovens que continuam a definir as suas vidas, na maioria dos casos”.

Os jovens com idades entre os 15 e 24 anos representam cerca de um quinto da população dessas zonas. Eles possuem mais educação que as gerações anteriores, mas a qualidade é fraca, e estes jovens enfrentam uma redução de oportunidade de empregos mais seguros, de acesso a habitação, de independência financeira e para construção de uma família.

Jovens e futuro

Os países do Medio Oriente e do Norte de África, não conseguiram adaptar-se as suas instituições económicas, sociais e políticas às mudanças geradas pelo grande número de jovens em transição para a fase adulta.

São duas as reformas essenciais aos olhos dos jovens: a necessidade de acesso a direitos enquanto cidadãos e a necessidade de se fazer ouvir no seio da família, da comunidade e do processo de decisão política.

O relatório aponta que é importante existir um conhecimento mais aprofundado dos temas que afetam a juventude, como chave do aproveitamento da energia, do talento e do compromisso desses jovens para o desenvolvimento dos seus países.

 

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