Aiea quer mais acesso de pacientes carentes à radioterapia contra câncer
BR

22 novembro 2011

Em encontro, realizado em Viena, especialistas debateram formas de diminuir custo do equipamento para países em desenvolvimento; casos de câncer podem chegar a 17 milhões até 2020.

[caption id="attachment_207861" align="alignleft" width="350" caption="Departamento de Oncologia Pediátrica no Vietnam. Foto: Aiea "]

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

A Agência Internacional de Energia Atômica, Aiea, concluiu, na semana passada, uma conferência para debater formas de aumentar o acesso à radioterapia para pacientes com câncer em países pobres. O número de casos da doença pode chegar a 17 milhões até 2020.

O encontro, realizado na sede da agência, em Viena, na Áustria, contou com oncologistas de várias partes do mundo. A Aiea ganhou um Prêmio Nobel da Paz por seus esforços em combater o câncer. Estiveram presentes também fabricantes de equipamentos de radioterapia e integrantes de governos dos países-membros da Aiea.

Várias Regiões

Um dos participantes, o médico brasileiro Paulo Eduardo Novaes, contou à Rádio ONU, de Viena, que apesar das  diferenças em várias regiões do Brasil, o barateamento das máquinas de radioterapia ajudaria a muitos pacientes.

"É claro que num país continente com o Brasil, há ilhas que se assemelham à situação africana. Mas nós temos ilhas de excelência que se assemelham à situação europeia. O que é importante é que governos, sociedades científicas e empresas estudem a realidade de cada país e tornem equilibrada a oferta do tratamento adequado, diminuindo as distâncias dentro do próprio país.”

De acordo com a Aiea, o custo alto dos equipamentos é o principal fator para o acesso limitado ao tratamento do câncer em países de rendas baixa e média. A  proposta da conferência internacional sobre avanços na radioterapia foi lançada pela Aiea em 2009.

 

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