PAM pede US$ 42 milhões para a vítimas de fome no Zimbabué

21 novembro 2011

População nos meios rurais tem dificuldade em alimentar-se na época entre colheitas; programa da ONU pede financiamento suplementar para continuar assistência no terreno.

[caption id="attachment_207850" align="alignleft" width="350" caption="12% da população rural não tem como alimentar-se "]

Susete Sampaio, da Rádio ONU em Lyon.

Mais de 1 milhão de pessoas no Zimbabué não vai ter comida suficiente no período entre colheitas, até Março, apesar da melhoria da situação de segurança alimentar nos últimos anos. A informação foi publicada nesta segunda-feira pelo Programa Alimentar Mundial, PAM.

‘’A maior parte dos lares vulneráveis encontra-se nas regiões do sul e do ocidente do país, sensíveis aos períodos de seca’’, de acordo com o Diretor do PAM para aquele país, Felix Bamezon.

Menos refeições

Bamezon acrescenta que “a produção nessas regiões foi mais uma vez pobre e as famílias fazem menos refeições e reduzem as doses de comida”.

Lançada recentemente, uma avaliação sobre a vulnerabilidade dos meios rurais do Zimbabué, mostra que 12% da população rural não tem como alimentar-se de forma adequada nesta altura do ano entre os dois períodos de colheita.

A população de risco inclui as famílias de fracos rendimentos atingidas pelas colheitas fracas e os lares com órfãos e crianças vulneráveis. Mesmo que haja alimentos à disposição nas áreas rurais, o preço é demasiado elevado para que possam comprá-los.

Assistência sazonal

Em conjunto com os parceiros no terreno, o PAM tem fornecido assistência sazonal, através de distribuição alimentar, transferências bancárias e vales de alimentação. No entanto, os fundos para lançar a resposta à situação não são suficientes.

“Medidas a longo prazo como um maior investimento na agricultura e no setor pecuário são essenciais. Mas por agora, os mais vulneráveis necessitam de assistência urgente”, segundo Bamezon.

O programa de Saúde e Nutrição do PAM, direcionado aos desnutridos, doentes crónicos submetidos a tratamento antirretroviral e às suas famílias, tem tido uma queda de financiamento. Um défice que atinge os US$ 42 milhões naquele país africano.

 

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