Terapia antirretroviral ajudou a salvar mais de 2,5 milhões de vidas desde 1995

21 novembro 2011

Ano 2011 regista avanços na luta contra o VIH/Sida, segundo relatório do programa; mesmo sob crise mundial, a intensificação dos esforços dos países e os investimentos ajudam a salvar vidas e a poupar dinheiro.

[caption id="attachment_207830" align="alignleft" width="350" caption="OMS: 6,6 milhões tiveram acesso a terapia em 2010."]

Susete Sampaio, da Rádio ONU em Lyon.

O ano 2011 é um marco na resposta à Sida, com o registo de progressos no campo da ciência, liderança política e resultados. Uma conclusão alcançada pelo novo relatório do Programa Conjunto da ONU sobre HIV/Sida, Onusida, publicado nesta segunda-feira.

O relatório apresenta boas notícias como: cerca de 50% das pessoas escolhidas para receber a terapia antirretroviral já têm acesso ao tratamento; o tratamento permitiu evitar 2,5 milhões de mortes desde 1995; e há registo de progressos na área da prevenção do HIV, com uma diminuição ou estabilização das novas infeções na maioria das regiões do planeta.

Novas Infeções

No final de 2010, estimava-se que 34 milhões de habitantes do planeta tinham o vírus. Cerca de 2,7 milhões registavam novas infeções do vírus. E 1,8 milhão de pessoas faleceram vítimas de doenças associadas ao vírus HIV nesse ano.

De acordo com as estatísticas do Onusida e da Organização Mundial da Saúde, OMS, 47% ou 6,6 milhões tiveram acesso a terapia em 2010.

Publicado perto da comemoração do Dia Mundial da Sida 2011, marcado para 1 de dezembro, o relatório atual sublinha que existem sinais que mostram que o tratamento do vírus tem um impacto importante no número das novas infeções.

Nos países lusófonos a percentagem de população que estava apta para receber em 2010 é de: pelo menos 60% no caso do Brasil, de 40% em Cabo Verde, Guiné-Bissau e Moçambique. Já em Angola e São Tomé e Príncipe é de 20% a 39%.

Diminuição da mortalidade

A terapia antirretroviral permite uma esperança média de vida maior aos seropositivos e uma redução grande das mortes pela doença.

O número de novas infeções diminui bastante ou foi estabilizado na maioria das regiões do mundo. O número de novas infeções diminuiu mais de 20% em Portugal. Em Moçambique, mesmo com valores elevados tende a estabilizar.

Vinte e um países com taxas elevadas de vírus verificaram reduções entre as pessoas dos 15 aos 24 anos no ano passado. Reduções que foram mais elevadas nos países da Africa subsaariana como Botswana, Burkina Faso, Etiópia, Gana, Quénia, Mali, Namíbia, Nigéria, Tanzânia, Togo e Zimbabué.

As previsões apontam para que a circuncisão de 20 milhões de homens na África oriental e austral, possa evitar cerca de 3,4 milhões de novas infeções até 2015.

O Onusida frisa com o relatório que debaixo de um clima económico difícil, o futuro do financiamento da luta contra a sida depende de investimentos inteligentes.

Uma nova estratégia de investimentos que permitirá obter resultados ambiciosos: pelo menos evitar 12,2 milhões de novas infeções, 1,9 por entre as crianças desde agora até 2020, e evitar 7,4 milhões de mortes associadas a Sida até 2020.

O Onusida diz que necessita de um financiamento de US$22 a US$24 mil milhões para garantir um acesso universal à prevenção e ao tratamento até 2015.

Uma responsabilidade que deve ser partilhada, segundo o Programa e que foi oficializada pelos Estados membros em junho através da declaração Política sobre HIV/Sida, de suporte à visão novas Infeções Zero, Descriminação Zero, Mortes relacionadas com Sida Zero.

 

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