Brasileiros mandaram US$ 4,2 bilhões à casa em 2010, diz Banco Mundial
BR

17 novembro 2011

Quantia representa mais de 1% das remessas enviadas em todo o mundo no valor de US$ 350 bilhões, equivalentes a quase R$ 600 bilhões.

 

[caption id="attachment_207713" align="alignleft" width="350" caption="Reunião Anual do Ifad em Roma"]

Susete Sampaio, da Rádio ONU em Lyon.*

Um relatório do Banco Mundial revela que brasileiros, que vivem no exterior, enviaram à casa  cerca de US$ 4,2 bilhões no ano passado em remessas. Uma quantia equivalente a mais de R$ 7 Bilhões.

Os dados do relatório estão sendo discutidos, nesta quinta-feira, em Roma, durante a Reunião Anual do Mecanismo de Financiamento de Remessas do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola, Ifad, na sigla em inglês.

Redes Postais

O evento juntou representantes de governos, instituições de microfinança, bancos e empresas de câmbio. Entre os temas: as iniciativas do setor público-privado, modernização de redes postais e apoios financeiros. Em todo mundo, os migrantes enviaram para casa US$ 350 bilhões, equivalentes a R$ 600 bilhões.

Segundo o Ifad, as remessas dos migrantes são essenciais para os países em desenvolvimento. A assistente de projetos do Banco Mundial, Gláucia Ferreira, disse à Rádio ONU, de Washington, que a crise internacional pode afetar a economia de países como Cabo Verde, por exemplo, onde as remessas representam 8% do PIB.

“Agora com essa queda da economia, isso vai ser reduzido em grandes termos. E se 8% do PIB são remessas, isso reflete muito na economia do país. A previsão é que vai haver uma redução considerável deste PIB que a gente tem tido até hoje, mas vai haver uma queda”, disse.

O relatório do Banco Mundial revela que 215 milhões de pessoas vivem fora de seus países de origem.

Em 2009, várias nações lusófonas estavam entre os 10 destinos de maior recebimento de remessas.  Moçambique lidera o ranking entre os lusófonos africanos com US$ 117 milhões. Já a Portugal, foram enviados US$ 3,6 bilhões.

*Apresentação: Monica Villela Grayley.

 

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