Parceria com ONU vai combater mosca da fruta em Moçambique

17 novembro 2011

Insecto hospedeiro afeta exportações do país; FAO avança no próximo ano com o primeiro ciclo de projeto para aplicação de técnica de esterilização do insecto em várias nações do Oceano Índico.

[caption id="attachment_207681" align="alignleft" width="350" caption="Mosca da fruta"]

Susete Sampaio, da Rádio ONU em Lyon.

A Organização das Nações Unidas, ONU, vai iniciar uma parceria com Moçambique em 2012 para o combate da mosca da fruta. Um projeto que visa não só a este país, mas também a Tanzânia e as ilhas do oceano Índico.

O projeto que tem início marcado para Fevereiro de 2012, vai durar quatro anos e divide-se em dois ciclos. Nos dois primeiros anos, passará pela capacitação das pessoas para a prevenção desta praga.

Exportações

Em entrevista à Rádio ONU, o entomologista do departamento de Controlo de Pragas da divisão comum da agência de Energia Atómica, Aiea e da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, Rui Cardoso Pereira, falou deste tipo de mosca.

“Uma mosca da fruta que foi introduzida recentemente em África está a causar imensos problemas em todo o continente africano e Moçambique está a sofrer isso diretamente. Está a ter alguns problemas com exportação. O país não tem a mosca em toda a extensão do território (só está na zona centro-norte do país) e tem de alguma forma tentado que ela não avance em direção ao Sul para que com isso continuem não ter problemas com exportação”, afirmou.

O insecto também conhecido por mosca mediterrânica é evitado pelos importadores da fruta, por ser uma das pragas de mais fácil transporte com as mercadorias.

Algo que prejudica as exportações moçambicanas e de outros países africanos produtores de fruta como Angola, Moçambique, Zimbabué e Namíbia,  onde a taxa de infeção tem aumentado.

Esterilização do Insecto

No entanto, existe uma nova técnica de combate, cujo êxito já foi foi confirmado pela Agência Internacional de Energia Atómica, Aiea, através de um projeto fruticultura no nordeste do Brasil.

Sem recurso a insecticidas, a “Técnica do Insecto Estéril” consiste na criação da mosca do mediterrâneo em laboratório, através da esterilização dos machos, que depois são largados no campo. Os machos ajudam no controlo de natalidade da praga, porque os ovos da fêmea depois de ter acasalado com o macho estéril não produzem vida.

 

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