Banco Mundial: Ensino universitário deve ser porta de saída da pobreza

16 novembro 2011

Vice-presidente para Africa da instituição acredita que ensino superior pode ajudar os africanos a saírem da pobreza; criação de universidades só é possível com ajuda externa e do setor privado.

[caption id="attachment_207622" align="alignleft" width="350" caption="Ensino como "porta para saída da pobreza" em África"]

Susete Sampaio, da Rádio ONU em Lyon.

O Banco Mundial pediu aos governos africanos uma expansão do acesso às universidades e uma garantia de que a qualidade e a importância da educação académica serve de porta para os africanos saírem da pobreza.

Numa conferência de dois dias que terminou na terça-feira no Gana, a vice presidente do Banco para a região africana, Obiageli Ezekwesili, disse que as universidades devem prestar mais atenção à qualidade e relevo do ensino superior para o crescimento económico e a competitividade.

Gana

Ezekwelesili indicou o Gana como “o exemplo perfeito’’ de país “onde o alargamento do acesso ao ensino superior está associado a um crescimento económico sólido e uma queda acentuada da pobreza’’.

Com cerca de 30% do orçamento nacional usado na educação, o Gana pôde aumentar o número de universidades públicas e privadas para cerca de 120.

O Banco Mundial acordou um financiamento de US$ 35 milhões entre 2004 e 2011 para a inovação da educação no Gana. Desse total, cerca de US$ 6,5 milhões destinaram-se à Universidade de Legon. Registou-se também um aumento da frequência universitária no país, de 12,500 para cerca de 150 mil estudantes em 2010.

Africa

No entanto, em todo o continente africano, apenas 6% do potencial grupo de estudantes em idade de ensino superior se encontra a estudar, comparado com o valor mundial de 25,5%. É nesse continente que se encontram nove dos 10 países com menor envolvimento do ensino superior.

Todos os dias entram para o grupo de procura de emprego entre 7 a 10 milhões de africanos.

Um estudo recente do Banco Mundial mostra que apenas uma abordagem cognitiva intensa pode garantir um desenvolvimento sustentável de Africa no contexto de uma economia independente a nível mundial.

Na mesma conferência, falou-se da importância do setor privado para financiar universidades e frisou-se que os governos africanos não podem financiar a educação académica sem ajuda exterior.

A vice-diretora do Banco Mundial para Africa frisou ainda “a importância de acreditar no génio criativo dos africanos para a resolução de problemas’’.

 

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