ONU-Habitat fornece água e saneamento básico a 15 novas cidades da África Oriental

14 novembro 2011

Programa da ONU estende na segunda fase da iniciativa a ajuda a mais cidades que dependem do Lago Vitória; o crescimento urbano na bacia do lago é importante, mas tem alguns impactos negativos na região.

[caption id="attachment_207541" align="alignleft" width="350" caption="Fornecimento de água e saneamento "]

Susete Sampaio, da Rádio ONU em Lyon

Quinze cidades do Quénia, Tânzania e Ruanda vão receber ajuda em água e saneamento básico. O abastecimento anunciado na sexta-feira pelo Programa das Nações Unidas para a Habitação, ONU-Habitat faz parte do alargamento da Iniciativa de Água e Saneamento do Lago Vitória.

Na segunda fase, a iniciativa vai contar com o financiamento de US$4,2 milhões pelo Banco Africano do Desenvolvimento.

Quénia, Uganda e Tanzânia

A notícia chegou depois de uma visita de representantes de governos deste setor, para ver o trabalho de campo nos municípios de Kisumu Bondo e Homa Bay, no oeste do Quénia.

Na mesma visita, o subsecretário-geral e diretor executivo deste programa da ONU, Joan Clos, disse estar contente por ter ‘’doadores e parceiros’’, o que permitirá expandir o trabalho ‘’inestimável no fornecimento de água e saneamento nesta região’’. Clos frisou ainda que o lago fornece um meio de sobrevivência a aproximadamente um terço da população do Quénia, Uganda e Tanzânia, no seu conjunto’’ e que ‘’a maioria dessas pessoas vive sem saneamento básico ou água adequados’’.

Uma ajuda que o subsecretário refere poder ‘’abrir caminho para uma melhoria da saúde e um desenvolvimento mais rápido da região’’.

Lago Vitória

O lago Vitória garante a subsistência de cerca de 30 milhões de pessoas dos três países africanos.  Estima-se que mais de metade dessas pessoas vivem debaixo do limiar de pobreza.

Verifica-se um rápido crescimento dos centros urbanos na bacia do Lago Vitória, o que é um fator essencial para o desenvolvimento local. Por outro lado, esse crescimento tem sido desorganizado, o que é também negativo para o ecossistema, para o meio ambiente, a saúde e para a sobrevivência dos que dependem do lago.

Até ao momento, a iniciativa da ONU-Habitat tem abrangido onze cidades dos três países. A segunda fase, do projeto permite abastecer um milhão de pessoas em água e saneamento básico, vai garantir formações sobre higiene nas escolas e outras instituições públicas, assim como a extensão das capacidades das instalações usadas na primeira fase do projeto.

 

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