OMS: Envenamento por chumbo continua a ser fatal na Nigéria

14 novembro 2011

País continua a registar novos casos e o tratamento é caro e requer tempo; a ação da OMS no terreno permitiu reduzir a taxa de mortalidade infantil de 43% para 1% em apenas um ano.

[caption id="attachment_207519" align="alignleft" width="350" caption="Hospital na Nigéria"]

Susete Sampaio, da Rádio ONU em Lyon.

Continuam a verificar-se casos de intoxicação por chumbo em pelo menos 43 aldeias da Nigéria, 18 meses depois dos primeiros indícios aparecerem na região. Uma informação avançada esta sexta-feira pela ONU, que pede um aumento das medidas de prevenção no continente africano.

No terreno, a Organização Mundial da Saúde, OMS, tem acompanhado o governo nigeriano nesta situação e pedido às autoridades nacionais que continuem a combater o problema, através do reforço da capacidade de diagnóstico, do tratamento e gestão, assim como garantir que todas as áreas sejam descontaminadas.

Mineralização

Em comunicado, a OMS avisou que este tipo de veneno só pode ser eliminado com uma mudança das práticas de mineralização, incluindo a relocalização das atividades de tratamento e de armazenamento dos minerais.

Este veneno danifica o sistema nervoso e causa desordens cerebrais e sanguíneas. No entanto, o tratamento requer tempo e é caro, tendo em conta que necessita de terapia longa com agentes quelantes para eliminar os metais pesados do corpo.

Ainda de acordo com a OMS, as crianças de sete aldeias do estado de Zamfara necessitam da terapia, enquanto que os habitantes de outras sete aldeias já a receberam.

Terapia

No espaço de um ano, a taxa de mortalidade infantil nessa zona recuou de 43% para apenas 1%, resultado dos esforços combinados para evitar a exposição dos menores ao chumbo e aplicar a terapia de quelação.

O Fundo das Nações Unidas de Resposta à Emergência, Cerf, já disponibilizou US$ 1,9 milhão à OMS e ao Fundo da ONU para a Infância, Unicef, desde a descoberta do problema no ano passado. Um valor que tem ajudado a fornecer tratamento, a formar médicos, a realizar diagnósticos e a aumentar a consciencialização para os perigos do chumbo.

 

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