Escritório de Direitos Humanos preocupado com liberdade de expressão no Egito
BR

11 novembro 2011

Porta-voz, Rupert Colville, pediu nesta sexta-feira que seja garantido o espaço para o debate aberto às organizações da sociedade civil e ativistas; ele citou o caso do blogueiro Alla Abdel-Fatah, que foi preso por criticar as forças de segurança do país.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

O porta-voz do Escritório de Direitos Humanos da ONU declarou nesta sexta-feira, em Genebra, preocupação com uma aparente diminuição da liberdade de expressão e de associação no Egito.

Segundo Rupert Colville, o escritório está seguindo de perto os eventos no país norte-africano desde a queda do ex-presidente Hosni Mubarak. Como exemplo, ele citou o caso do blogueiro e ativista Alaa Abdel-Fatah, que foi preso no mês passado após criticar as forças de segurança egípicias. Colville fez um apelo para que o ativista seja solto.

Garantias

O porta-voz afirmou que as autoridades interinas do Egito precisam assegurar o respeito total à liberdade de expressão e de associação, que para Rupert Colville, “são particularmente cruciais para garantir uma condução justa das próximas eleições”.

Ele lembrou que o Escritório de Direitos Humanos da ONU realizou uma missão no Egito em abril, quando foi pedida a anulação do estado de emergência no país, além do fim dos julgamentos militares impostos aos civis. Segundo Rupert Colville, “é decepcionante que nenhum dos dois pedidos foi acatado” e o escritório “insiste para que as autoridades” realizem as mudanças sem mais atrasos.

ONGs

O Escritório de Direitos Humanos também recebeu relatos de que uma lei restritiva para organizações não-governamentais estaria sendo usada para investigar grupos de direitos humanos e suas fontes de financiamento.

Ruper Colville apelou para que  seja garantido o espaço aberto de debate para “as organizações da sociedade civil e ativistas, cujos protestos não-violentos mudaram o regime no Egito”, ainda que isso signifique “que as autoridades sejam duramente criticadas na esfera pública”.

Em fevereiro, protestos populares no Egito - parte de uma série de eventos no Norte da África e Oriente Médio – levaram à queda do regime de Hosni Mubarak, que ficou 30 anos no poder.

 

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