Ban Ki-moon quer compromisso nos esforços de paz no Ruanda

9 novembro 2011

País tem registado progresso no pós-conflito; é a única nação no mundo com um Parlamento constituído por uma maioria do sexo feminino.

[caption id="attachment_205551" align="alignleft" width="350" caption="Ban Ki-moon "]

Susete Sampaio, da Rádio ONU em Lyon.

Os países devem dar o seu máximo para transformar o seu compromisso de paz em realidades verificáveis pelos cidadãos. Foram as palavras do Secretário-Geral da ONU, em mensagem lida num evento pós-conflito realizado na terça-feira, em Kigali, no Ruanda.

O evento de dois dias organizado pela Comissão de Paz das Nações Unidas, visa ajudar os países saídos de conflitos a construir uma transição irreversível da guerra para a paz.

Maior Agilidade

Na mesma mensagem, lida pela Assistante do Secretário-Geral para a Apoio da Paz, Judy Cheng-Hopkins, Ban Ki-moon frisa ser necessário “fazer mais para reforçar o impacto da manutenção da paz’’, o que deve consistir em “melhores parcerias, maior agilidade, apoio decisivo nos processos de paz e dar poder às mulheres’’.

Ban acrescentou que os esforços de paz são um instrumento essencial para evitar o regresso da violência, que têm de ter uma base sustentável e aprofundada para dar resultados positivos.

Para Ban, os esforços de paz podem ser mais efetivos num país onde se verifica progresso, como é o caso do Ruanda. A mortalidade infantil tem diminuido desde a década de 90, no país. A afluência de alunos na escolas primárias aumentou de 68% para cerca de 96%.

O Ruanda é o único país em todo o mundo onde as mulheres detêm uma maioria de assentos parlamentares.

 

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