ONU diz que confrontos na Síria já mataram mais de 3,5 mil pessoas
BR

8 novembro 2011

Protestos contra o presidente Bashar al-Assad estão ocorrendo desde o início deste ano; repressão das forças de segurança resultaram também em dezenas de milhares de detenções no país árabe.

[caption id="attachment_206011" align="alignleft" width="350" caption="Segundo porta-voz, repressão causou o aumento das mortes"]

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O Alto Comissariado de Direitos Humanos das Nações Unidas informou que o número de mortos pela violência política na Síria subiu para mais de 3,5 mil pessoas.

A porta-voz do Alto Comissariado falou a jornalistas, nesta terça-feira, em Genebra.

Feriado Islâmico

Ravina Shamdasani disse que “a repressão brutal aos manifestantes sírios causou o aumento das mortes. Ela afirmou que enquanto o governo anunciou a libertação de 553 prisioneiros no sábado, por causa de um feriado islâmico, dezenas de milhares de pessoas continuam presas.

A porta-voz afirmou ainda que a Síria assinou um plano de paz, patrocinado pela Liga Árabe, na semana passada. E desde então mais de 60 pessoas teriam sido mortas por forças de segurança no país.

Segundo relatos recebidos pelas Nações Unidas, os tanques sírios continuam usando armamento pesado para atacar zonas residenciais na cidade de Homs.

A área teria ficado sob cerco por sete dias com os moradores sem acesso à comida, água e remédios.

A porta-voz do Alto Comissariado de Direitos Humanos disse que está profundamente preocupada com a situação. E afirmou que o governo sírio deve atender os pedidos das comunidades regional e internacional para acabar com o que ela chamou de “banho de sangue” na Síria.

 

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