Brasil evita apontar “culpados” pela falta de avanço da Rodada de Doha
BR

4 novembro 2011

Com o objetivo de flexibilizar as regras do comércio mundial, tentativa de acordo enfrenta impasse há vários anos; Reunião Ministerial da Organização Mundial do Comércio, em dezembro, deve debater futuro das negociações.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

No próximo mês, autoridades de todo o mundo devem se dirigir a Genebra, na Suíça, para participar da Reunião Ministerial da Organização Mundial do Comércio.

O encontro discutirá o futuro da agência e suas políticas comerciais em meio a um cenário de incerteza da economia mundial. Um dos temas da reunião será o estado da Rodada de Doha, lançada em 2001.

Solução

A Rodada tem como objetivo flexibilizar as regras comerciais. Mas as negociações esbarraram num impasse entre países desenvolvidos em desenvolvimento.

Nesta entrevista à Rádio ONU, de Genebra, o embaixador do Brasil junto à OMC, Roberto Azevêdo, disse que não faz sentido procurar culpados para o impasse, mas sim tentar avançar na direção de uma solução.

“Os países vivem momentos e circunstâncias diferentes. A economia global passa por um momento de desaceleração nos principais mercados. Mesmo os países emergentes, que são os mercados que ainda estão em crescimento, têm desafios importantes. Então, eu não acho que seja o momento de se procurar atribuir culpas ou atribuir qualquer tipo de parcela maior de responsabilidade pelo fracasso das negociações. O que não quer dizer que as negociações em si, o que foi feito nos últimos 10 anos não tenha valor.”

Para o embaixador Roberto Azevêdo, a Rodada de Doha produziu avanços interessantes, e segundo ele há áreas da Rodada que continuam atuais e que devem ser resolvidas.

 

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