Brasil é país lusófono com menos mulheres no Congresso Nacional
BR

2 novembro 2011

Dados são do Relatório sobre Desenvolvimento Humano do Pnud, que mediu desigualdade de gênero; com 39,2%, Moçambique é a nação que mais tem parlamentares femininas.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

Um relatório das Nações Unidas revela que dentre os oito países que falam português, o Brasil é o que menos tem mulheres no Parlamento nacional.

Segundo o documento “Desenvolvimento Humano 2011”, divulgado nesta quarta-feira, apenas 9,6% das cadeiras do Congresso são ocupadas por parlamentares femininas.

Desigualdade de Gênero

O relatório, compilado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, mede o Índice de Desenvolvimento Humano, IDH, o que inclui desigualdade de gênero nos 187 países pesquisados.

A encarregada de Informação do Pnud, em Nova York, Carolina Gomma Azevedo, falou à Rádio ONU sobre a situação das mulheres na política nas nações lusófonas das Américas à Ásia.

“O Brasil, apesar de ter uma mulher chefe de Estado, o Brasil não tem nem 10% de mulheres no Parlamento. Angola, Moçambique tem quase 40% de mulheres no Parlamento. Cabo Verde tem 20% e Guiné-Bissau 10%. Então é interessante ver essa disparidade. Não estamos conseguindo eleger as mulheres ou criar incentivos suficientes para que elas participem na vida pública.”

Ainda sobre os países lusófonos, Portugal tem cerca de 27,4% de mulheres no parlamento, São Tomé e Príncipe 18,2% e Timor-Leste mais de 29%.

O relatório do Pnud calcula vários fatores para tirar a média dos países em desigualdade de gênero. Entre eles estão: escolaridade, presença feminina em cargos públicos eletivos, taxas de fecundidade entre adolescentes etc.

No cômputo geral, Portugal é o país de desenvolvimento mais alto e Moçambique tem o índice de desenvolvimento mais baixo entre as nações lusófonas.

 

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