Mais capacetes azuis podem melhorar situação de segurança na Somália, diz representante

31 outubro 2011

Djibuti e Serra Leoa podem enviar contingentes; representante do Secretário-Geral para a Somália fala de acordo entre exército do governo de transição e forças do Quénia.

Eleutério Guevane da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O envio de capacetes azuis para a Somália pode ajudar a acalmar a situação ao nível de segurança, defendeu o representante especial das Nações Unidas para o país, Augustine Mahiga.

Falando numa conferência de imprensa realizada, esta segunda-feira, na capital queniana Nairobi, o representante referiu que a situação no país do Corno de África continua volátil.

Autoridades Interinas

Sem governo funcional desde 1991, quando da queda da administração liderada por Muhammad Siad Barre, as autoridades interinas do país têm sofrido ataques de grupos faccionais e estrangeiros com destaque para as milícias al-Shabab.

Augustine Mahiga disse esperar que a operação contra as milícias al-Shabaab, que está a ser executada pelo exército do governo de transição da Somália e as forças do Quénia, possa contribuir para a estabilidade na Somália.

Inimigo Comum

De acordo com o representante, a Somália e o Quénia fizeram declarações nas quais identificam o al-Shabab como um inimigo comum, ao qual consideram o maior obstáculo à assistência humanitária. Ele acrescentou que a ONU partilha dessa visão, visto que agências humanitárias apontam as milícias como um problema de segurança no acesso da ajuda aos necessitados.

Novos Contingentes

Mahiga anunciou a chegada ao país, para breve, de contingentes do Djibuti e da Serra Leoa, como parte da força adicional de 4 mil homens aprovadas pelo Conselho de Segurança da ONU, em Setembro.

De acordo com o representante, as forças do Djibuti devem chegar a qualquer altura, enquanto o contingente da Serra Leoa deverá ser enviado nos princípios do próximo ano. Uma possível contribuição de forças do Burundi e do Uganda foi também avançada por Mahiga.

Com o aumento do efectivo,  a força na Somália vai passar a  integrar 12 mil homens.

 

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