Técnica apoiada pela Aiea faz sucesso no combate à mosca da fruta

28 outubro 2011

Angola, Moçambique, Zimbabué e Namíbia registam um aumento de índices de infecção da praga; exportadores de fruta sofrem prejuízos devido à rejeição da sua produção nos pontos de destino.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Agência Internacional de Energia Atómica, Aiea, celebrou o sucesso de uma técnica de combate à mosca da fruta verificado num projecto de fruticultura no nordeste do Brasil.

Autoridades de países africanos como Angola, Moçambique, Zimbabué e Namíbia registam um aumento de índices de infecção da praga, conhecida por mosca do mediterrâneo, umas mais temidas pelos produtores de frutas.

Controlo

Entrevistado em Viena, o entomólogo Rui Cardoso Pereira, da secção de controlo de pragas da Aiea, aborda o impacto da mosca nos países exportadores da fruta.

“Quando exportam frutos para outros países, têm que atender às exigências dos importadores. Um dos aspectos muito importantes é que, dentro das pragas, as moscas da fruta são as mais importantes porque podem ser transportadas muito facilmente no estado larvário de um país para os outros. Então, os importadores tomam as medidas de precaução para que essas pragas não sejam introduzidas nos seus países.”

Insecto Estéril

Rui Cardoso Pereira falou da experiência de aplicação da chamada “Técnica do Insecto Estéril”, que resultou no fluxo de especialistas de e para a região brasileira do pólo Petrolina/Juazeiro, a nordeste, que produz 92% da manga do país.

“Isso é feito não só com recurso a tratamentos químicos, como se fazia no passado, mas à aplicação da técnica do insecto estéril que se resume a criar a mosca do mediterrâneo em laboratório, esterilizar os machos, fazer a largada dos machos no campo. Esses machos causam o que chamamos um controlo de natalidade da praga. Os ovos que a fêmea produz após ter acasalado com o macho estéril não são viáveis e com isso há uma redução gradual da praga sem a utilização de insecticidas”, contou.

Prevalência

Com o término do projecto, a região registou  baixa prevalência da mosca da fruta e passou a treinar técnicos de vários países para o tratamento da praga.

De acordo com o perito, foram igualmente retomadas as exportações de frutos como a manga, uva de mesa e uva para o vinho para os Estados Unidos, Japão e Europa.

 

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