FAO chama atenção para risco da fome e pobreza na Bacia do Nilo

27 outubro 2011

Agência prevê mais de metade do crescimento populacional para a região até 2030; grupo de países inclui os mais pobres do mundo.

Eleutério Guevane da Rádio ONU em Nova Iorque.

O rápido crescimento populacional, aliado à degradação dos recursos naturais, pode agravar o risco da fome e da pobreza na região na Bacia do Nilo, indica a Organização da ONU para Agricultura e Alimentação, FAO.

Num relatório apresentado, esta quinta-feira, na capital ruandesa, Kigali, a agência prevê que a população da região possa aumentar entre 61% e 82%, até 2030. Actualmente, cerca de 200 milhões de pessoas vivem na área.

Mais Pobres do Mundo

O grupo de onze países que partilham o Nilo - Burundi, República Democrática do Congo, Egipto, Eritreia, Etiópia, Quénia, Ruanda, Sudão do Sul, Sudão, Tanzânia e Uganda – inclui os mais pobres do mundo.

Durante a reunião com governos da região, a organização defendeu acções de planeamento para impedir a ocorrência de crises.

Informação Essencial

A agência apresentou às autoridades dos países, resultados de um projecto de 10 anos, financiado pelo governo da Itália, que contém informação essencial e ferramentas de planeamento.

O objectivo é permitir que entidades governamentais ligadas ao desenvolvimento e gestores de recursos naturais possam reverter a situação de iminência de crise.

O projecto estabeleceu sistemas modernos de monitorização dos rios e relatórios sobre toda a Bacia do Nilo. Foi igualmente apoiada a harmonização de dados recolhidos e produzidas pesquisas sobre o uso da água e a produção agrícola.

 

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