Investimentos estrangeiros diretos sobem 54% na América Latina e Caribe
BR

26 outubro 2011

Dados são da Comissão Econômica da ONU para a região, Cepal; Brasil atraiu US$ 44 bilhões do exterior; mas empresas translatinas brasileiras estão deixando a região para investir em casa.

[caption id="attachment_206817" align="alignleft" width="350" caption="Sede da Cepal, no Chile"]

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.*

A Comissão Econômica da ONU para América Latina e Caribe, Cepal, informou que os investimentos estrangeiros diretos registraram um crescimento de 54% na região.

A performance é relativa ao primeiro semestre deste ano, segundo o relatório da Cepal, divulgado nesta terça-feira, em Santiago do Chile.

Novo Recorde

De acordo com a agência, os investimentos ocorreram em 18 economias. O balanço de 54% é comparado ao mesmo período de 2010. Pelos cálculos da Cepal, a tendência deve se confirmar até o fim deste ano levando a um novo recorde histórico.

A chefe da agência, Alicia Bárcena, disse que o desempenho se deve à boa performance das economias latino-americanas e ao aumento do preço das matérias primas. A região continua atraindo investidores para os setores de mineração e hidrocarbonos, especialmente na América do Sul.

A Cepal alerta, no entanto, que a crise da dívida em países europeus, o dilema fiscal nos Estados Unidos e a incerteza global da economia podem levar os investidores a pensar duas vezes antes de movimentar seu dinheiro.

Economia Brasileira

Em 2011, o Brasil registrou um aumento de US$ 44 bilhões, equivalentes a cerca de R$ 75 bilhões, entre janeiro e agosto, em investimentos estrangeiros diretos.

Já a Colômbia recebeu US$ 7 bilhões. A maioria no setor de mineração e hidrocarbonos. Já Argentina, Chile, México e Paraguai mostraram uma queda leve na entrada de investimentos estrangeiros diretos.

Na América Central, Costa Rica e Panamá foram os países que mais receberam capital externo.

A Cepal lembrou que entre as translatinas, como são chamadas as empresas latino-americanas que investem na região, houve uma queda abrupta nos primeiros meses do ano.

O resultado se deve, em boa parte, à decisão do Brasil de reduzir os investimentos na área para injetar mais dinheiro no mercado doméstico, tentando se proteger assim das incertezas do cenário global.

*Apresentação: Leda Letra.

 

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