Pedro Pires quer mais voz da sociedade civil nos países africanos

17 outubro 2011

Em entrevista à Rádio ONU, antigo presidente cabo-verdiano defende  que movimentos de revolta popular como a “primavera árabe” legitimam a participação da sociedade civil na construção de um destino próprio.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O mundo do século 21 não deve ficar mais somente nas mãos de políticos ou militares, referiu o antigo presidente de Cabo Verde, Pedro Pires.

Em entrevista à Rádio ONU, o vencedor do Prêmio Mo Ibrahim 2011 de Liderança Africana, destacou a necessidade de dar mais voz à sociedade civil refrindo-se a movimentos como a “primavera árabe”, e outras revoltas populares.

Políticos e Militares

“O mundo de hoje pede uma sociedade civil engajada e informada para que o nosso destino não fique só nas mãos dos políticos e dos militares. Nós todos temos que trabalhar para que toda a sociedade contribua para a solução dos grandes problemas. Eu penso que falta é uma sociedade civil mais engajada e mais interveniente”.

Presidente de Cabo Verde por 10 anos, até o mês passado, Pedro Pires liderou o país africano no período em que este deixou o grupo de Países Menos Desenvolvidos do mundo (conhecido como LDC, na sigla em inglês).

Estatuto

O país de língua portuguesa, da África Ocidental, foi o único a alcançar o estatuto dentre as cinco nações lusófonas do continente.

A entrega do Prémio Mo Ibrahim está marcada para 12 de Novembro em Tunes, capital da Tunísia, o primeiro país a registar a “primavera árabe”.

*Apresentação: Eleutério Guevane.

 

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