Ban diz que crise mundial não pode conter luta pelo desenvolvimento
BR

17 outubro 2011

Declaração marca o Dia Mundial de Combate à Pobreza, neste de 17 de outubro; alta de preços desde o ano passado lançou mais 70 milhões de pessoas na miséria, em todo o mundo.

[caption id="attachment_206354" align="alignleft" width="350" caption="Crianças em Bangladesh "]

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, divulgou uma mensagem, nesta segunda-feira, para marcar o Dia Mundial de Combate à Pobreza.

Segundo Ban, a crise financeira global não pode ser usada como razão para cortes em políticas de promoção ao desenvolvimento no mundo.

HIV e Malária

Para o Secretário-Geral da ONU, em nome da austeridade fiscal não se pode suspender o “investimento em pessoas”. Ele disse que é possível acabar com a malária e reverter a tendência de contaminação com o HIV. Segundo Ban, agora não é hora de regredir os avanços, mas sim de intensificar os esforços para se alcançar as Metas do Milênio.

Ele lembrou que muitas pessoas foram supreendidas pelo medo de perder o emprego e a capacidade de sustentar suas famílias. Uma outra consequência da crise global é a falta de acesso a tratamento de saúde.

Estados Unidos

De acordo com o Banco Mundial, a alta de preços somente entre 2010 e 2011 já lançou 70 milhões de pessoas a mais na pobreza.

Nos Estados Unidos, uma em cada sete pessoas está vivendo abaixo da linha da pobreza. O número é o maior das últimas cinco décadas no país.

Ban Ki-moon também lembrou que o investimento em economia verde pode gerar novos empregos. Segundo ele, as Metas do Milênio, um plano de ação para erradicar ou reduzir males sociais até 2015, são o caminho para se eliminar a pobreza do mundo.

 

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