Acnur suspende parte das operações em Dadaab após rapto de pessoal humanitário

14 outubro 2011

De acordo com a agência, pequena parte dos 200 funcionários garante serviços essenciais acompanhada de uma patrulha policial enquanto prossegue busca por funcionárias humanitárias raptadas nesta quinta-feira.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, anunciou, esta sexta-feira, a suspensão de uma parte das suas operações no complexo queniano de refugiados de Dadaab.

A medida foi tomada um dia depois do rapto de duas funcionárias da organização humanitária Médicos Sem Fronteiras.

Cuidados Médicos

O sequestro das duas trabalhadoras espanholas ocorreu no princípio da tarde desta quinta-feira no interior do complexo. O motorista da viatura em que seguiam foi alvejado e recebe cuidados médicos na capital, Nairobi.

Agências noticiosas citam a polícia local como tendo dito que os sequestradores teriam sido suspeitos membros do grupo de milícias somalis al-Shabaab.

Buscas

De acordo com uma nota, publicada em Genebra, vários funcionários humanitários foram retidos na base de operações, enquanto decorrem buscas das forças de segurança. Uma pequena parte dos trabalhadores, a cargo de serviços essenciais, deslocou-se ao campo acompanhada de uma patrulha da polícia.

Cerca de 300 funcionários humanitários trabalham em Dadaab, sendo 200 da agência da ONU.

Reacção

Reagindo ao episódio, o alto comissário para Refugiados, António Guterres, expressou “choque e indignação” e apelou aos responsáveis que facilitem o retorno rápido e em segurança das vítimas.

O complexo de refugiados de Dadaab, o maior do mundo, acolhe mais de 460 mil pessoas. Este ano, a população de refugiados aumentou como resultado da chegada de mais de 190 mil pessoas provenientes da Somália.

 

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