Banco Mundial pede reflexão na criação de universidades de classe global

12 outubro 2011

Em relatório, instituição alerta para o investimento na melhoria do padrão do ensino superior para beneficiar cidadãos dos países de baixa e média renda.

[caption id="attachment_206208" align="alignleft" width="350" caption="Foto: Banco Mundial"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Banco Mundial sugere que países de baixa e média renda resistam à tentação de criar universidades para competir com as de classe global.

Num novo relatório sobre o ensino superior, a instituição recomenda às autoridades que invistam em altos padrões de ensino superior para os seus próprios cidadãos.

Investigação

O estudo “O Caminho para a Excelência Académica: Construindo Universidades de Investigação de Prestígio Mundial” narra a experiência de 11 instituições de ensino superior - públicas e privadas - de nove países.

A pesquisa envolve universidades de elite dedicadas à investigação em África, na Ásia, na América Latina e na Europa do Leste, que tenham superado empresas especializadas do mundo com suas pesquisas originais.

Avanços Científicos

Num recente estudo global sobre novas patentes, por exemplo, as principais universidades e instituições de pesquisa impulsionam avanços científicos em biotecnologia mais do que empresas privadas.

O estudo do Banco alerta que milhões são gastos na construção e operação de universidades de classe mundial.

Centros de Pesquisa

Um dos exemplos ilustrados pelos autores mostra que no final de 2007, a Arábia Saudita anunciou planos para um novo centro de pesquisa e pós-graduação no valor de US$ 10 mil milhões.

Recentemente, o Paquistão revelou planos de investir US$ 750 milhões durante os próximos anos em cada uma das suas novas universidades especializadas em engenharia, ciência e tecnologia.

Estratégias

O coordenador do Banco Mundial para o Ensino Superior,  Jamil Salmi, que é também co-autor do novo relatório, aponta que “a decisão não pode ser simplesmente táctica, mas com base numa estratégia a longo prazo”.

Segundo referiu, “os países devem tomar uma decisão nesse sentido após avaliar todos os fatos havendo que descartar a hipótese de colher resultados com rapidez.”

Visão Estratégica

O novo relatório aponta a alta concentração de académicos e estudantes talentosos, orçamentos significativos e visão estratégica e de liderança como  características comuns das mais cotadas instituições mundiais de pesquisa universitária.

De acordo com o Banco Mundial,  sem elas, as universidades do século 21 não poderiam sobreviver.

 

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