OMS: mundo investe pouco em prevenção e tratamento da saúde mental
BR

10 outubro 2011

Países de rendas média e baixa investem menos de 2% do orçamento para o setor em casos de saúde mental.

[caption id="attachment_206099" align="alignleft" width="350" caption="Stress de grandes cidades gera mais casos"]

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

As Nações Unidas marcam neste 10 de outubro o Dia Mundial da Saúde Mental.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, OMS, uma em cada quatro pessoas terá desordens mentais durante a vida.

Escassez de Psiquiatras

A agência lançou um alerta sobre a falta de investimentos em tratamento e prevenção de doenças mentais.

Segundo a ONU, menos de 2% dos orçamentos da área de saúde é destinado a doenças neurológicas.

O tema deste ano é “Investindo em Saúde Mental”. Mas de acordo com a  OMS, em muitos países existe menos de um especialista na área para uma população de 1 milhão de habitantes.

O ex-diretor da OMS, em Genebra, José Bertolote, disse à Rádio ONU, de São Paulo, que uma das causas para a escassez de psiquiatras é o preconceito atribuído à profissão e aos pacientes.

Trânsito

“O estigma aplicado aos doentes mentais transborda e atinge também os familiares e os profissionais que tratam dos doentes mentais. Se olhar a quantidade de piada que existe sobre médicos, a imensa maioria é sobre psiquiatra. Quem trabalha com a pessoa portadora de transtorno mental é atingida também por esse estigma. Com isto, é melhor não chegar perto. Por isso, a saúde mental fica relegada a um segundo, terceiro ou quarto planos na hora da distribuição dos recursos”, explicou.

Para o especialista, uma das maneiras de se prevenir doenças mentais é cortar o nível de stress diário, especialmente o que existe em cidades grandes.

“A forma como nos comunicamos, o ritmo, a urbanização maciça que nós temos, as pessoas têm cada vez mais que viver em enormes cidades, onde o trânsito é impossível. Esse stress diário, chega a um ponto que a pessoa não resiste mais. E aí ela vai ter os transtornos de ansiedade, os transtornos depressivos. Estes sim estão aumentando e muito ligados à forma como vivemos hoje”, disse.

Para a OMS, um bom atendimento de saúde mental combina medicamento com assistência médica.

Mas em muitos países, mais de 75% dos que precisam de tratamento não recebem sequer os cuidados básicos.

 

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