Documentos sobre primeiro voo pelo Atlântico Sul viram registro da Unesco
BR

5 outubro 2011

Relatos dos capitães portugueses, Gago Coutinho e Sacadura Cabral, de 1922, foram aceitos pela agência da ONU como “Registro Memória do Mundo”; travessia marcou centenário da independência do Brasil.

[caption id="attachment_205937" align="alignleft" width="350" caption="Sacadura Cabral e Gago Coutinho"]

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.*

A Unesco informou ter listado os relatos do primeiro voo sobre o Atlântico Sul, realizado por dois navegadores portugueses, em 1922, como Registro Memória do Mundo.

Em comunicado, emitido nesta quarta-feira, a agência da ONU colocou os documentos escritos pelos capitães Gago Coutinho e Sacadura Cabral como parte de sua lista.

Sextante

O hidroavião monomotor, batizado de Lusitânia, ganhou um horizonte artificial adaptado a um sextante, que revolucionou a navegação aérea.

Além da inscrição do voo, realizada por Portugal, a Unesco também aceitou os arquivos dos Dembos/Ndembu, de Portugal e de Angola. Os arquivos têm cerca de 1160 manuscritos do final do século 17 e do início do século 20.

Segundo a Unesco, os documentos têm um “valor ímpar para a história, a antropologia e a linguística e atestam a transformação da cultura oral do sul da África através da assimiliação do português e suas repercussões para Portugal e Brasil.

Rei Francês

Na lista, divulgada pela Unesco, também aparecem manuscritos da Geórgia do século 5 e um decreto real francês de 1537.

Pela medida, o rei François Primeiro pedia a todos os livreiros que depositassem uma cópia de cada publicação na biblioteca do monarca. O modelo se espalhou pelo século seguinte levando ao crescimento de bibliotecas públicas.

 

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