Guterres admite “lentidão internacional” para responder ao Corno de África

3 outubro 2011

Alto Comissário da ONU para os Refugiados considera a situação “a pior” por si testemunhada em frente do Acnur; agência recebeu US$ 1,86 mil milhões dos países no ano passado.

[caption id="attachment_205093" align="alignleft" width="350" caption="António Guterres"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Alto Comissário da ONU para os Refugiados, António Guterres, disse que o mundo foi lento a reagir aos sinais de deterioração da crise alimentar no Corno de África, apesar de ter visto os sinais da sua escalada.

Falando esta segunda-feira, na Reunião Anual do Comité Executivo do Acnur, em Genebra, Guterres disse que o mais grave foi a incapacidade de prevenir o que chamou de “pior situação por si testemunhada neste mandato.”

Crise Alimentar

A ONU estima que a crise alimentar na região, considerada a pior em décadas, esteja a afectar mais de 13,3 milhões de pessoas.

No pronunciamento, o Alto Comissário frisou que a crescente complexidade do ambiente internacional dificulta a busca de soluções para os mais de 43 milhões de refugiados, deslocados internos e apátridas.

Sucessão de Crises

Além de se referir às centenas de milhares de vítimas da fome fugidas da Somália, Guterres citou a violência pós-eleitoral marfinense e os levantes da primavera árabe como tendo marcado uma sucessão de crises de deslocamentos e de refugiados que marcaram o ano de 2011.

Uma homenagem foi prestada aos vizinhos das nações em crise - em África, Europa e Médio Oriente – pela abertura das suas fronteiras, “mesmo sob grande pressão”, aos refugiados ou migrantes relacionados com os influxos.

Xenofobia

Guterres também alertou para “o crescente perigo da xenofobia”, o qual considerou ameaçar o espaço de protecção aos refugiados.

À comunidade internacional, o Acnur considera necessário que jogue um papel colectivo para evitar conflitos, para uma maior adaptação às mudanças climáticas e melhor gestão de catástrofes naturais.

Em 2010, US$ 1,86 mil milhões foram doados em contribuições dos países, num montante que o Acnur espera ultrapassar em 2011.

 

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