Comissão de inquérito para Síria tenta convencer país a cooperar
BR

30 setembro 2011

Em entrevista a jornalistas, o professor Paulo Sérgio Pinheiro, que preside o grupo, disse que governo sírio tem a chance de se expressar sobre os eventos que levaram à morte de cerca de  2,7 mil pessoas desde o início do ano.

[caption id="attachment_205719" align="alignleft" width="350" caption="Paulo Sérgio Pinheiro falou a jornalistas esta sexta-feira, em Genebra"]

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.*

A Comissão de Inquérito Independente para a Síria informou que está em conversações com o governo sírio para conseguir entrar no país.

O grupo, que é presidido pelo professor brasileiro, Paulo Sérgio Pinheiro, deve apurar alegações sobre violações de direitos humanos, que teriam ocorrido desdeo início dos protestos em março.

Contato

Segundo relatos, recebidos pela ONU, cerca de 2,7 mil pessoas morreram em confrontos com as forças de segurança do país e manifestantes pró-democracia. Eles protestam contra o presidente Bashar al-Assad.

Falando de Genebra, em inglês, Paulo Sérgio Pinheiro contou sobre o contato que está travando com representantes do governo sírio.

O presidente da comissão disse que está explicando às autoridades sírias que a cooperação com o trabalho do grupo ajudará a apresentar o lado da Síria no processo.

Pinheiro afirmou que “com a cooperação ou não das autoridades sírias, o relatório será feito.”

A investigação foi pedida pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU após o governo sírio ter sido acusado de violações incluindo assassinatos, desaparecimentos forçados e casos de tortura.

Mas o governo nega as acusações e diz que a resolução que aprovou a criação da comissão, “é um documento 100% político”.

*Apresentação: Luisa Leme.

 

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