ONU critica condenação de dezenas de civis no Bahrein

30 setembro 2011

Escritório da ONU dos Direitos Humanos aponta irregularidades no processo contra 20 médicos e outros 34 civis; autoridades prometem encaminhar recursos a tribunais civis no próximo mês.

[caption id="attachment_205715" align="alignleft" width="350" caption="De acordo com Rupert Colville, a ONU apelou às autoridades do Bahrein que garantam os direitos dos detidos"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Bahrein foi criticado pelo Escritório de Direitos Humanos da ONU pela prisão de pessoal médico pelo tratamento de civis feridos em protestos antigovernamentais.

Segundo o escritório, o Tribunal de Segurança Nacional do país ditou sentenças, que variam de três anos de prisão à pena de morte, contra 20 profissionais de medicina, dois líderes comunitários e outros 32 civis.

Irregularidades

De acordo com o escritório, “os julgamentos e as pesadas sentenças foram marcados por irregularidades.”

Falando à imprensa, em Genebra, o porta-voz do Escritório de Direitos Humanos,  Rupert Colville,  disse haver sérias preocupações com o julgamento dos réus em tribunal militar, com acesso limitado aos advogados.

Acusações

De acordo com o porta-voz, um advogado que representa vários profissionais contou que as sessões não duraram mais de 10 minutos e que as acusações variam de reuniões ilegais, incitamento ao ódio às autoridades, além do assassinato e destruição de propriedade.

O escritório apelou às autoridades do Bahrein que garantam que os detidos sejam acusados de um delito criminal reconhecível e que lhes seja dado tempo suficiente para preparar uma defesa.

O governo anunciou que todos os recursos seriam encaminhados a tribunais civis, em Outubro. O Escritório diz não haver clareza em relação à forma como sentenças pronunciadas em tribunais militares podem ser tratadas em tribunais civis.

 

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