Aumenta preocupação com condições de deslocados internos marfinenses

30 setembro 2011

OIM chama atenção para milhares de pessoas a viver em condições precárias   e sujeitas a despejos; comunidade internacional contribuiu com 10% do apelo lançado apara apoiar operações com desalojados.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Milhares de deslocados internos vivem em condições de grande precariedade em campos da Cote d’Ivoire, alertou a Organização Internacional de Migrações, OIM.

Numa nota publicada, esta sexta-feira, em Genebra, a agência estima que 600 mil marfinenses foram acolhidos em vários locais, no auge do conflito pós-eleitoral terminado em Abril deste ano.

Abrigos improvisados

A maioria das pessoas vive em abrigos improvisados e com pouca protecção, à beira do início da época chuvosa no oeste e sudeste do país, também conhecido como Costa do Marfim.

A OIM indica que várias expulsões teriam ocorrido e que muitos sofrem o risco de ser despejados de locais particulares, onde procuraram refúgio na sequência da onda de violência ocorrida no princípio deste ano.

Despejo iminente

Nos últimos meses, foram encerrados 14 locais de acolhimento, tendo sido registado um novo deslocamento de famílias que buscam abrigo em comunidades de acolhimento. Mais de 1,250 famílias enfrentam a ameaça iminente de despejo.

Ao lançar um pedido urgente de abrigos adequados, a OIM anunciou que presta assistência a cerca de 17 mil deslocados internos, que representam 66% do total de desalojados.

O apelo internacional de US$  41,6 milhões lançado, no início deste ano, para apoiar as operações com desalojados na Cote d’Ivoire e em quatro países vizinhos, resultou em US$ 4 milhões em doações.

 

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