Reforço de activismo junta mulheres africanas e brasileiras que vivem com o HIV

29 setembro 2011

Brasília acolhe 17 participantes numa sessão da iniciativa que decorre até esta sexta-feira; Onusida quer melhorias na actuação política e advocacia nos países.

[caption id="attachment_198749" align="alignleft" width="350" caption="Rede de mulheres em países lusófonos organizará encontros "]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Mais de 150 mulheres vivendo com HIV/Sida em países de expressão portuguesa, devem reforçar capacidades, trocar experiências e fazer mobilização conjunta num projecto que decorre até finais de 2012.

Uma oficina organizada pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/Sida, Onusida, envolve 17 participantes, em Brasília, até sexta-feira.

Formações

O evento, o quarto de cinco formações a serem desenvolvidas no Brasil, vai decorrer em dez sessões similares em Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.

A agência da ONU diz que a expectativa é melhorar a actuação política e advocacia para que, em cada nação, sejam firmados compromissos para implementar agendas conjuntas entre mulheres seropositivas e autoridades.

Lacunas

A assessora do Onusida no Brasil, Jacqueline Côrtes, disse à Rádio ONU, de Brasília, que o grande ganho do projecto é o levantamento das lacunas nos países, no âmbito da Cooperação Sul-Sul.

“É uma contribuição que se dá aos governos quase sobre como uma consulta sobre a quantas andam as questãões da saúde das mulheres vivendo com o HIV e da violência. O inusitado é a rede, que não existia, de mulheres de países língua portuguesa. Fortalecendo a rede estaremos fortalecendo as mulheres para actuarem nos seus países e também nos fóruns internacionais onde se discutem as políticas globais de mulheres, de saúde, de mobilização de recursos financeiros”, explicou.

Facilitação

De acordo com o Onusida, as sessões são facilitadas por mulheres que também vivem com o vírus HIV. A formação no Brasil segue-se à recentemente realizada em Angola.

Espera-se que Moçambique seja o próximo anfitrião, em Novembro, e será seguido pela Guiné-Bissau e Cabo Verde, no próximo ano.

A iniciativa ficou decidida num encontro de titulares da pasta das mulheres da Cplp, realizada em Maio de 2008. O encontro foi promovido para discutir agendas de cooperação na área de saúde.

 

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