Cientistas brasileiras recebem prêmio Unesco/L´Oréal de apoio à pesquisa
BR

28 setembro 2011

Vencedoras vão ter bolsa-auxílio nas áreas de ciências físicas, químicas, matemáticas e biológicas; Prêmio para Mulheres na Ciência  já beneficiou 40 acadêmicas desde 2006.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Será entregue na noite desta quarta-feira, no Hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, o Prêmio para Mulheres na Ciência 2011, organizado pela Unesco, pela L´Oréal e pela Academia Brasileira de Ciências.

São sete as cientistas vencedoras desta edição, que vão ganhar uma bolsa-auxílio no valor equivalente a quase R$ 40 mil, como um incentivo para que continuem seus projetos.

Dificuldades

Uma das ganhadoras é  Rubiana Mara Mainardes, do Paraná, que venceu por sua pesquisa na área biomédica. Em entrevista à Rádio ONU, Rubiana comentou sobre a dificuldades enfrentadas pelas cientistas brasileiras.

“No Brasil a gente ainda sofre bastante com essa questão da falta de recursos, tanto para a educação, mas como também para a realização de pesquisa. Em outros países, há um investimento bem maior. A gente é cientista mas somos contratados como professores de ensino superior e não como pesquisador. Diferente de outros países, onde o pesquisador é contratado para trabalhar unicamente com a pesquisa. Aqui, a gente tem que se dividir entre a pesquisa e o ensino”, explicou.

Além de Rubiana Mainardes, uma outra vencedora também é do sul do Brasil. A catarinense Tatiana Barrichelo foi reconhecida por sua pesquisa sobre o funcionamento do organismo durante doenças infecciosas do sistema nervoso.

Jornada Tripla

Tatiana falou à Rádio ONU sobre os desafios das mulheres cientistas ao tentarem conciliar a vida profissional com a pessoal.

“A diferença está nas mulheres. Nós temos outras atribuições. A mulher pode ser mãe, ela é esposa, ela quer estar elegante, ela quer ir pra academia, ela quer tudo. E além disso, ela quer estudar, ela quer ser pesquisadora. Então como ela tem outras tarefas, principalmente essas domiciliares, com filhos, ela acaba não tendo tanto tempo para se dedicar como os homens tem”, argumentou.

Neste ano, cerca de 400 cientistas se inscreveram no Prêmio para Mulheres na Ciência, nas áreas das ciências físicas, químicas, matemáticas, biomédicas, biológicas e da saúde. A prêmiação foi criada em 2006 e todos os anos, o júri, que inclui um representante da Unesco, escolhe sete mulheres que mais se destacaram na sua área de atuação.

 

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