Quénia instado a resolver “situação deplorável” de desalojados internos

27 setembro 2011

Relator especial da ONU considera deploráveis as condições de vida dos deslocados do país africano; projecto apoiado pela OIM citado como exemplo de progressos.

[caption id="attachment_205536" align="alignleft" width="350" caption="Chaloka Beyani disse que condições de deslocados quenianos é deplorável"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O relator especial da ONU para os Direitos Humanos das Pessoas Deslocadas, Chaloka Beyani, pediu ao Quénia que implemente uma nova estratégia para resolver a situação dos afectados, incluindo as vítimas da violência pós-eleitoral ocorrida há três anos.

Na conclusão de uma missão de nove dias ao país africano, Beyani salientou que as autoridades quenianas comprometeram-se a melhorar as condições de vida dos deslocados, que considerou deploráveis.

Vida Normal

O relator disse considerar que a melhor notícia da missão é que a população deslocada foi transferida e que algumas áreas começaram a ter uma vida normal. As habitações melhoradas foram erguidas com o apoio do governo, da Organização Internacional para Migrações e da Dinamarca.

Entre os avanços apontados, Benyani citou a criação de uma política nacional de deslocamento e retorno aos locais de origem, dos afectados pela violência que se seguiu às eleições, em 2008.

Segundo a ONU, pelo menos 1,3 mil pessoas morreram e cerca de 600 mil foram deslocadas devido aos tumultos.

 

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