Mais de 100 países apoiam ações para prevenir uso de crianças em conflitos
BR

27 setembro 2011

Segundo as Nações Unidas, centenas de milhares de crianças participam de lutas armadas no mundo; mais cinco nações aderiram à iniciativa nesta segunda-feira, incluindo Angola.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

Mais de 100 países anunciaram uma ação conjunta com o objetivo de prevenir o recrutamento de crianças em conflitos armados.

A iniciativa, batizada de “Princípios de Paris” foi reforçada, na sede das Nações Unidas, nesta segunda-feira.

Violação dos Direitos Humanos

Segundo a ONU, centenas de milhares de menores estão participando de conflitos armados ou associados às forças armadas em todo o mundo.

Especialistas afirmam que o impacto sobre o bem-estar das crianças e a saúde mental delas representa uma violação dos direitos humanos, além de uma ameça grave à paz duradoura.

Nesta segunda-feira, mais cinco países aderiram ao plano de proteção entre eles Angola e Costa Rica, o país latino-americano não tem exército.

Os “Princípios de Paris” foram firmados na capital francesa em 2007. Pelo acordo, crianças vítimas de conflitos armados recebem apoio para se reintregrar à sociedade.

Vergonha e Estigma

A vice-diretora-executiva do Unicef, Rima Salah, disse que “crianças associadas a conflitos armados, frequentemente, carregam a vergonha e o estigma da situação.”

No ano passado, o Unicef e seus parceiros ajudaram a liberar e a reintegrar cerca de 10 mil menores de situações de conflitos e serviço às forças armadas.

A representantes especial do Secretário-Geral da ONU sobre o tema, Radhika Coomaraswamy, afirmou que fazer justiça às crianças é mais que punir o autor do crime, é também dar a elas os direitos roubados, como: perda da família, da educação e da vida.

 

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